segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ricardo Gomes

Ao ler a notícia sobre o seu AVC, fui ver quantos jogos pelo Benfica fez o Ricardo Gomes. Comecei a ver futebol a sério quando o Ricardo Gomes estava no Benfica, e quando o Ricardo Gomes estava no Benfica o Benfica jogava futebol a sério. O Ricardo Gomes é, portanto, uma das minhas referências afectivas no Benfica; faz parte do grupo de jogadores cujo AVC me deixa com um aperto no coração. Dizia, fui ver quantos jogos fez o Ricardo Gomes pelo Benfica: 100. 100 redondos, segundo a Wikipedia. É muito pouco, é um número que me surpreende pela escassez. Na minha minha memória o Ricardo Gomes tinha feito 500 jogos pelo Benfica. Sobretudo se compararmos com os 300 de Luisão, também defesa-central, também brasileiro, também - muito provavelmente - uma referência afectiva para quem começou a ver futebol, digamos, 15 anos depois de mim, os 100 jogos do Ricardo Gomes não parecem dignos de nota. Mas os ídolos não se substituem, não cedem à estatística, não estão disponíveis para serem constantemente reavaliados. E os jogadores como o Ricardo Gomes precisam de quem os tem como ídolos para não cairem no esquecimento, para não ficarem perdidos na sombra dos arquivos históricos. Tenho de falar do Ricardo Gomes aos meus filhos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

O jogo contra o «Twenty»




O melhor do jogo chegou com o terceiro golo, como confirmação daquilo que já se suspeitava: o melhor do Benfica para 2011-2012 irá passar por aquilo que Aimar e Witsel forem capazes de fazer. E, já agora, também deu para perceber que Cardozo é muito mais do que apenas «golo».

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O melhor

«De facto (...) os protestos permitiram mostrar o melhor do catolicismo...»

Palmira F. Silva, num post que permite mostrar o melhor de Palmira F. Silva.

Dani Alveses

Esta equipa do Barcelona é tão irritante que está em aberto a hipótese de eu vir a torcer pelo Porto na final da super-taça europeia.

What The Fuck with Marc Maron

What The Fuck with Marc Maron é um podcast criado por Marc Maron em 2009, após ter visto um programa seu cancelado numa rádio qualquer. As gravações começaram nas instalações da rádio, de madrugada, fazendo uso do cartão de acesso que Maron não devolveu, e ao fim de algum tempo passaram para a sua garagem, por onde tem passado a elite da comédia norte-americana. A ideia é simples: Maron convida comediantes seus amigos e conhecidos para uma conversa livre, que não tem por objectivo ter graça. E quando o comediante está solto da sua obrigação profissional, facilmente surgem à superfície todos os problemas não resolvidos e as fragilidades emocionais que explicam o recurso ao humor. Nem todos os comediantes têm problemas e nem sempre a qualidade de um comediante está ligado ao nível de perturbação mental que o aflige, mas essa relação é frequente, e os episódios de WTF with Marc Maron são tão melhores quanto o grau de intimidade que é estabelecido entre as duas pessoas que participam na conversa. Um dos melhores episódios que ainda estão on-line é o de Todd Hanson, o escritor mais antigo do The Onion, onde o assunto da sua tentativa de suicídio em 2009 é relatada com uma sinceridade desarmante. A partir daqui, é partir à descoberta.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Rui Miguel Tovar

Os textos de Rui Miguel Tovar no i (como por exemplo este sobre Gigi Meroni que li em férias) fazem parte do melhor que se pode ler na imprensa portuguesa.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Londres (4)

Blogosfera que posta canções britpop, rock, pós-rock, punk e pós-punk com «London», «burning», «riot», «anarchy» e etc. no título: a miudagem dos motins nunca ouviu uma canção de guitarras na vida. São mundos pararelos, vasos não comunicantes.

Londres (3)

Porque este é um ataque com motivações raciais - ainda ontem um lojista indiano relatava que só as lojas de «asiáticos» e «brancos» estavam a ser atacadas - mascaradas de insatisfação social, a extrema-direita esfrega as mãos de contente. Pior do que os danos materiais já causados, o possível crescimento político de grupos xenófobos pode ser uma das consequências mais desastrosas destes motins.

Londres (2)

Estou já a preparar o meu cacetete.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Londres

O que se está a passar em Londres - perante uma estranha passividade do poder político (é assim tão complicado enviar o exército para a rua?) - mostra bem que sem segurança não há liberdade. Que a sociologia fique à porta da solução, é o que desejo.