Deram entrada, há mais ou menos tempo, os seguintes sítios:
O Boato, de Alexandre Borges
Melancómico, do Nuno Costa Santos
Não Sei Brincar, do João Pedro George & cia.
Olha que não, do Filipe Nunes e da Mariana Vieira da Silva
Como é que é? Já se pode apagar o link do Esplanar?
sexta-feira, 29 de abril de 2005
A intolerância de Ratzinger
João Miguel Tavares diz exactamente aquilo que penso:
(...) Esta falta de tolerância para opiniões opostas, sobretudo se colocadas num tom um pouco mais apimentado, é uma triste consequência da falta de debate interno na Igreja e da mão de ferro que é exercida pela hierarquia sobre todo o pensamento que foge ao cânone estabelecido. Também aqui há um dedinho do ex-cardeal Ratzinger, que como grande guardião da doutrina foi apertando a rede de dogmas até praticamente sufocar toda a palavra divergente.
Ora, o grande mérito dos Evangelhos é a estruturação do discurso de Jesus em parábolas, numa linguagem metafórica que permite a abertura dos sentidos, e que por isso continua a estimular-nos, dois mil anos depois. A transformação da metáfora em dogma é uma atitude violenta e concentracionária, profundamente farisaica, que deixou um rasto de milhões de mortos ao longo dos séculos. Mas há cristãos que continuam sem perceber isso. Chamar "pastor alemão" a Bento XVI é uma piada. Uma graçola inofensiva. E se Deus existir, há-de ter algum sentido de humor.
O pastor alemão (parte II)
(...) Esta falta de tolerância para opiniões opostas, sobretudo se colocadas num tom um pouco mais apimentado, é uma triste consequência da falta de debate interno na Igreja e da mão de ferro que é exercida pela hierarquia sobre todo o pensamento que foge ao cânone estabelecido. Também aqui há um dedinho do ex-cardeal Ratzinger, que como grande guardião da doutrina foi apertando a rede de dogmas até praticamente sufocar toda a palavra divergente.
Ora, o grande mérito dos Evangelhos é a estruturação do discurso de Jesus em parábolas, numa linguagem metafórica que permite a abertura dos sentidos, e que por isso continua a estimular-nos, dois mil anos depois. A transformação da metáfora em dogma é uma atitude violenta e concentracionária, profundamente farisaica, que deixou um rasto de milhões de mortos ao longo dos séculos. Mas há cristãos que continuam sem perceber isso. Chamar "pastor alemão" a Bento XVI é uma piada. Uma graçola inofensiva. E se Deus existir, há-de ter algum sentido de humor.
O pastor alemão (parte II)
quinta-feira, 28 de abril de 2005
Duas sem tirar
Pulula por aí um inquérito literário. Desconhecendo quem inventou a coisa dá mesmo assim para perceber que é alguém que conhece bem o mercado: fazer perguntas sobre livros a bloguístas é a mesma coisa que colocar um microfone a trinta centímetros da boca de Francisco Louçã. Ou um espelho em frente de José Castelo Branco. Ou uma folha de papel por baixo da mão de António Lobo Antunes. Ou... Acho que me fiz explicar. Há no meio disto tudo um fenómeno que me atormenta. Há vários, para ser sincero, mas um eleva-se sobre todos os outros. Falo do número consideravelmente elevado de pessoas que diz estar a ler dois ou mais romances ao mesmo tempo. Que se responda estar a conciliar a leitura das instruções da mesa de cabeceira comprada no Ikea, o último Paulo Coelho e o Portugal, Hoje, o Medo de Existir ainda percebo, pois tratam-se de obras não muito exigentes e que se acabam por se complementar. Mas, senhores, dois romances (ou mais) ao mesmo tempo? Qual é a vantagem de ler dois romances (ou mais) em paralelo comparado com lê-los em série? Mais: qual é o critério? Ler dois (ou mais) romances ao mesmo tempo só se pode explicar pela existência massiva de múltiplas personalidades por essa blogosfera fora. É como se fosse heterónimos leitores. Almas diferentes que exigem palavras diferentes. Alguém que me explique. Agradecido.
quarta-feira, 27 de abril de 2005
«Alimentamos o culto do objecto estranho»

(...) Gosto muito do modo como trabalham estes dois irmãos. (...)
Produzem sempre dezenas de maquetas: primeiro, de reconhecimento e de palpação pessoal; depois, para discussão com o cliente, hipóteses, alternativas, prós e contras bem ilustrados, preparados para o compromisso da escolha crítica; finalmente trechos, bocados, detalhes elaborados paralelamente aos desenhos e fornecidos durante as obras, facilitando o diálogo, ultrapassando os limites e as insuficiências da representação técnica, recusando o conformismo de dizer «vivemos numa época em que já não se sabe construir», recusando a resignação! (...)
«O Museu do Mar e da Ria», Manuel Graça Dias, 30 Exemplos (pag. 100), ed. Relógio d'Água 2004
Fala-se de Nuno e José Mateus, sócios do atelier ARX Portugal, talvez os arquitectos com a obra mais interessante actualmente em Portugal, que vivem agora o tempo da sua confirmação, com obra construída para além das maquetes esquisitas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
