sábado, 30 de abril de 2005

Fugiu tudo da esplanada e enfiaram-se em casa

Deram entrada, há mais ou menos tempo, os seguintes sítios:

O Boato, de Alexandre Borges
Melancómico, do Nuno Costa Santos
Não Sei Brincar, do João Pedro George & cia.
Olha que não, do Filipe Nunes e da Mariana Vieira da Silva

Como é que é? Já se pode apagar o link do Esplanar?

Pianola

Malta, temos teclista.

sexta-feira, 29 de abril de 2005

A intolerância de Ratzinger

João Miguel Tavares diz exactamente aquilo que penso:

(...) Esta falta de tolerância para opiniões opostas, sobretudo se colocadas num tom um pouco mais apimentado, é uma triste consequência da falta de debate interno na Igreja e da mão de ferro que é exercida pela hierarquia sobre todo o pensamento que foge ao cânone estabelecido. Também aqui há um dedinho do ex-cardeal Ratzinger, que como grande guardião da doutrina foi apertando a rede de dogmas até praticamente sufocar toda a palavra divergente.

Ora, o grande mérito dos Evangelhos é a estruturação do discurso de Jesus em parábolas, numa linguagem metafórica que permite a abertura dos sentidos, e que por isso continua a estimular-nos, dois mil anos depois. A transformação da metáfora em dogma é uma atitude violenta e concentracionária, profundamente farisaica, que deixou um rasto de milhões de mortos ao longo dos séculos. Mas há cristãos que continuam sem perceber isso. Chamar "pastor alemão" a Bento XVI é uma piada. Uma graçola inofensiva. E se Deus existir, há-de ter algum sentido de humor.

O pastor alemão (parte II)

São neste preciso momento 11h22

E ainda bem que a censura não se partilha.

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Duas sem tirar

Pulula por aí um inquérito literário. Desconhecendo quem inventou a coisa dá mesmo assim para perceber que é alguém que conhece bem o mercado: fazer perguntas sobre livros a bloguístas é a mesma coisa que colocar um microfone a trinta centímetros da boca de Francisco Louçã. Ou um espelho em frente de José Castelo Branco. Ou uma folha de papel por baixo da mão de António Lobo Antunes. Ou... Acho que me fiz explicar. Há no meio disto tudo um fenómeno que me atormenta. Há vários, para ser sincero, mas um eleva-se sobre todos os outros. Falo do número consideravelmente elevado de pessoas que diz estar a ler dois ou mais romances ao mesmo tempo. Que se responda estar a conciliar a leitura das instruções da mesa de cabeceira comprada no Ikea, o último Paulo Coelho e o Portugal, Hoje, o Medo de Existir ainda percebo, pois tratam-se de obras não muito exigentes e que se acabam por se complementar. Mas, senhores, dois romances (ou mais) ao mesmo tempo? Qual é a vantagem de ler dois romances (ou mais) em paralelo comparado com lê-los em série? Mais: qual é o critério? Ler dois (ou mais) romances ao mesmo tempo só se pode explicar pela existência massiva de múltiplas personalidades por essa blogosfera fora. É como se fosse heterónimos leitores. Almas diferentes que exigem palavras diferentes. Alguém que me explique. Agradecido.

Of Human Bondage



Começa a fazer sentido um clube de fãs blogosférico d'A Servidão Humana.

Coisas que melhoram algumas vidas

Museu Marítimo de Ílhavo.

quarta-feira, 27 de abril de 2005

Dia 29 de Abril

Sms 4

Caiu



do

céu.

Sms 3

(Post censurado)

Sms 2

Fiquei sem bateria.

Sms

Às vezes a realidade supera a ficção.

«Alimentamos o culto do objecto estranho»



(...) Gosto muito do modo como trabalham estes dois irmãos. (...)
Produzem sempre dezenas de maquetas: primeiro, de reconhecimento e de palpação pessoal; depois, para discussão com o cliente, hipóteses, alternativas, prós e contras bem ilustrados, preparados para o compromisso da escolha crítica; finalmente trechos, bocados, detalhes elaborados paralelamente aos desenhos e fornecidos durante as obras, facilitando o diálogo, ultrapassando os limites e as insuficiências da representação técnica, recusando o conformismo de dizer «vivemos numa época em que já não se sabe construir», recusando a resignação! (...)

«O Museu do Mar e da Ria», Manuel Graça Dias, 30 Exemplos (pag. 100), ed. Relógio d'Água 2004

Fala-se de Nuno e José Mateus, sócios do atelier ARX Portugal, talvez os arquitectos com a obra mais interessante actualmente em Portugal, que vivem agora o tempo da sua confirmação, com obra construída para além das maquetes esquisitas.

Imperdível

As palavras de Nicolai Ouroussoff sofre a Casa da Música.

Via Quartzo, Feldspato & Mica.

Claro que o digo, assim, à frente de toda a gente. Não é segredo