domingo, 30 de setembro de 2007

Efeméride

Amanhã terão sido decorridas 224 semanas e 6 dias desde o fim d'A Coluna Infame.

sábado, 29 de setembro de 2007

Não foi e passou a ser; foi e passou a não ser



Paulo Bento na conferência de imprensa a dizer que a haver algum vencedor no jogo de hoje seria o Sporting, e que a sua equipa foi escandalosamente prejudicada pela arbitragem.

Luís Filipe

E pronto. Espera-se agora um ciclo de bitórias para o PSD.

A piada é fácil? É. Eventualmente gratuita? Sim. Boçal? Talvez. E tem piada? Tem. E eu estou com pressa, tenho de ir buscar o meu sobrinho. Se calhar vamos ao Oceanário. Não tenho tempo para isto. Viva o Benfica.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sontag

What the word intellectual means to me today is, first of all, conferences and roundtable discussions and symposia in magazines about the role of intellectuals in wich well-known intellectuals have agreed to pronounce on the inadequacy, credulity, disgrace, treason, irrelevance, obsolescence, and imminent or already perfected disappearance of the cast to which, as their participation in these events testifies, they belong.

Answers to a Questionnaire, Susan Sontag, em Where the Stress Falls

An attractive stranger

They have imagined living in unattainably expensive houses pictured in magazines and then felt sad, as one does on passing an attractive sranger in a crowded street.

Alain de Botton, The Architecture of Happiness

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Nem o Rodrigo Guedes de Carvalho, pá?

«Não tenho a menor dúvida de que não há, na língua portuguesa, quem me chegue aos calcanhares.
E nada disto tem a ver com vaidade porque, como sabe, sou modesto e humilde.»

António Lobo Antunes, citado pelo Francisco José Viegas

O que eu acho mais interessante nesta citação (e não lhe conheço o contexto) é a subtileza de ALA ao referir-se à «língua portuguesa», incluindo assim nesta sua certeza toda a literatura africana, por exemplo, e sobretudo brasileira.

Santana

E esta? Por muito que não gostemos de Santana Lopes, e não gostamos, é inegável que o seu comportamento de ontem foi um óptimo exemplo daquilo que os políticos muito apregoam mas nunca cumprem: sentido de estado.

Nozes a quem não tem dentes

Sempre que preciso de ir ou sou chamado aos correios, invade-me uma sensação de elitismo que nem vos passa. Ou, para sermos mais correctos, uma sensação de fortuna abençoada, de que sou um dos privilegiados. Isto porque a minha estação é no Terreiro do Paço - é mesmo, não me venham com tretas republicanas, o nome da estão é oficialmente «Terreiro do Paço». Para quem não sabe, o Terreiro do Paço é a praça mais bonita do mundo, mesmo agora que está sujeita a inúmeras agressões. Não percebo como é que aquela gente (os commuters) atravessa a praça apressadamente, como se estivessem na estação do Campo Grande ou no Interface da Pontinha. Vejo-os em passo acelerado, logo pela manhã, ansiosos por chegar à paragem de autocarro ou à estação de Metro. Não percebo como não param todos junto a D. José I num embasbacamento colectivo, sobretudo nestes dias de sol ameno, e agradecem a Deus (ou a quem quiserem, embora agradecer a Deus sempre é mais imediato) a benção que lhes foi concedida que é terem o Terreiro do Paço como parte do seu itinerário diário. Eu sei que agradeço. Como agradeço a visita que fiz há uns tempos a um gabinete do Ministério da Justiça, no primeiro andar com vista para a praça, janela dupla num isolamento sonoro perfeito. Aí percebi o atraso da justiça em Portugal: se eu tivesse aquela vista também não trabalhava, e o meu ímpeto reformista estaria bem mais apaziguado.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Confissão

Não faço a mínima ideia do que quis dizer com a última frase do post que precede este. E já é tarde demais para tentar percebê-lo e, quiçá, naquilo que seria demasiado empenho para uma actividade não remunerada, emendá-lo. Sorvete. Arreliar. E cá está, três palavras que só oiço da boca da minha avó.

De hooligan para hooligan

Caro Francisco,

Eu não vi nenhuma repetição esclarecedora, muito menos a terá visto o fiscal de linha que passou pelo infortúnio de ser obrigado a assistir a este paupérrimo jogo sem ser no conforto do seu sofá que, como o de qualquer português de classe média que se preze - e estou a admitir que o fiscal não seja rico o suficiente para não ter de se submeter a estas maçadas; e que não seja parvo o suficiente para não ter roubado o seu caminho até, vá lá, à classe C+ - foi comprado no IKEA e portanto deve ser muito bonito. Sob pena de estar a pregar na freguesia errada, não posso deixar de trazer à baila a memória estatística: o árbitro Duarte Gomes - que roubou um penalti escandaloso hoje, admitamos sem conceder for the sake of argument - foi o mesmo que apitou um penalti de Jardel na Luz (2-2 resultado final, a favor do Sporting) e um penalti de Silva (o pistoleiro) na mesmíssima luz, logo na madrugada de um jogo que ficou viciado para acabar em 1-3. Por isso, que Duarte Gomes tenha decidido redimir-se dos seus pecados só lhe fica bem; e que o tenha feito à custa do Estrela da Amadora só deveria ser motivo de agradecimento por parte dos adeptos do Sporting. O que é que isto tem a ver com o FC do Porto? Eu sempre fui uma pessoa muito religiosa: o apocalipse é para mim uma inevitabilidade, e eu espero que todos nós lá cheguemos devidamente lavados e enxaguados, puros e absolvidos, tendo perante dos nossos olhos as evidências celestiais que nos foram reveladas na Cova da Iria.

Da previsibilidade

Aposto que, se o Yu Dabao marcar hoje um golo, o Rodrigo Moita de Deus saca um trocadilho com a Maria José Nogueira Pinto metida ao barulho.

O Sting, o Sting a fazer covers do Sting e o filho do Sting

Se eu tivesse ido ao concerto de ontem e fosse mulher (concordância de género) era isto que escreveria.

Ou:

Não fui ao concerto de ontem porque sei que se tivesse ido era isto que escreveria*.

* Isso e os 50 euros.

P.S: O filho do Sting tem 30 anos. Eu sei que é difícil de acreditar, mas um dia eu também vou querer ter um filho de 30 anos que se orgulhe do facto do pai praticar sexo tântrico.

Charlie Rose

Não sei se é por ser uma versão beta, mas os arquivos do Charlie Rose têm horas e horas de conversas com, bem, com quase toda a gente, disponíveis gratuitamente. É só uma dica, cada um sabe de si.

Bring back

«We've got a lot of good ones [candidatos à Casa Branca]. There's Governor Vilsack of Iowa - he'd bring back the Midwest. There's Joe Biden - he'd bring back the national-security voter. And there's Hillary Clinton - she'd bring back the White House furniture.»

Bill Richardson, candidato hispânico à nomeação Democrata, num discurso de 2005 relembrado na Economist

terça-feira, 25 de setembro de 2007

18.04.1967



Maria Bello, 18 de Abril de 1967

(...) varrer da blogosfera referências a actrizes que pareçam ter menos de 20 anos (...)