quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Drive



Jack Nicholson a bater bolas na sua casa de Mulholland Drive, apanhado (a cena não é montada) por Annie Leibovitz, que o fora procurar devido à sua ausência prolongada do interior da casa, onde estavam a ser montadas as luzes.

Unfruitful and childish

What is a beautiful building? To be modern is to experience this as an awkward and possibly unanswerable question, the very notion of beauty having come to seem like a concept doomed to ignite unfruitful and childish argument. How can anyone claim to know what is attractive? How can anyone adjudicate between the competing claims of different styles or defend a particular choice in the face of the contradictory tastes of others? The creation of beauty, once viewed as the central task of the architect, has quietly evaporated from serious professional discussion and retreated to a confused private imperative.

Alain de Botton, The Architecture of Happiness

O bom filho à casa torna*

Falar para Dentro, um blogue de Nuno Costa Melancómico Santos.

* Cachecol que uma senhora segurava nas bancadas do Estádio da Luz, ontem, alusivo ao regresso de Rui Costa

Sobre o jogo de ontem

Aquela rapaziada do Shakhtar Paranaense é boa de bola.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Baú

Maravilhoso.

Crianças

No Reservations tem três motivos de interesse: Zeta-Jones (ainda que a apresentar os primeiros sinais de que já não é tão jovem quanto isso - uma magreza que não lhe assenta tão bem, por exemplo); Nova Iorque com a sua cara mais cool, o Greenwich Village, que chega a concorrer com Zeta-Jones para o prémio de menina mais gira da festa; e a fabulosa Abigail Breslin, a criança mais prodigiosa desde o miúdo do Sexto Sentido. Pena é que o filme desperdice aquilo que é uma boa ideia, e que decida cedo demais começar a tratar os espectadores como crianças. Mau, mauzinho.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Sacana

O Luís Miguel Oliveira chegou lá antes de nós, e sacou-nos o título que todos queríamos: UM BLOGUE NATIONALISTA. Sacana.

Junta a tua voz à nossa

Há uma vaga de fundo a varrer a Baixa de Lisboa, e não é um maremoto.

Lamentável, censurável, deplorável e lastimável

Um pequeníssimo parêntesis, sobre Luís Filipe Menezes. O recém-eleito líder da oposição anunciou que se vai manter na liderança da Câmara Municipal de Gaia. Ora, é a todos os títulos lamentável (mesmo censurável, deplorável e lastimável) que em Portugal se considere que a presidência de um dos maiores municípios do país e a liderança do maior partido da oposição sejam actividades que se possam fazer em part-time. Embora, e pensado melhor, talvez seja preferível ter LFM em part-time do que em full-time, seja no que for, pelo que esta é uma notícia a todos os títulos memorável, notável, apreciável e louvável.

Facial hair

O Benicio fica bem de barba? Ficará. Mas quem fica mesmo bem sou eu. É mais ou menos consensual, exceptuando a minha avó que diz que eu, e cito, «era bonito» antes da barba.

Do vocábulo

Um dos aspectos que a blogosfera devia agradecer a Vital Moreira é o seu constante esforço por colorir o espectro lexical do meio. Talvez seja apenas mais uma manifestação da sua crença numa certa superioridade linguística coimbrã, mas só um insensível não se comove com alguém que nos oferece, por exemplo, uma aleivosia.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Ai a nossa vida

Ainda na Atlântico (esta que é umas das suas melhores edições) Pulido Valente escreve sobre As Vidas dos Outros, um filme de que gostei muito e do qual Pulido Valente não gostou nada, tendo escrito precisamente sobre isso e aparentemente para quem, como eu, gostou do filme. Devo dizer que acertou em cheio: pela minha parte vou ali para o canto em penitência, envergonhado e arrependido.

As mesmas mulheres

(...) O facto de não termos gostado dos mesmos livros (e, presumo, das mesmas mulheres) não invalida uma vénia de cortesia.

João Pereira Coutinho, na Atlântico, numa das melhores homenagens a Eduardo Prado Coelho

O Vasco Valente



Esta é sem dúvida a melhor capa de sempre da Atlântico. Mas não pela imagem - que é muito boa - nem pelo que ela anuncia - um artigo de Rui Ramos intitulado Heil Che, algo que devia só por si elevar o preço de capa para o dobro - mas pelo que está lá em cima: reparem, se Vasco Pulido Valente assinasse só Vasco Valente, não restam dúvidas de que o seu nome superaria em tamanho o próprio nome da revista. Isto sim, é respeito.

Adenda: Acabo de comprar a revista e, como sempre, a minha primeira paragem foi o Jorge Madeira. Atenção: acaba de ser desmistificada a ideia de que o maradona é melhor do que o Jorge Madeira, ou melhor, de que o Jorge Madeira não é tão bom como o maradona. E tornou-se também óbvio que o título da sua coluna - O Homem da Margem - não tem anda a ver com o facto de o Jorge Madeira - bem como o maradona - morar do outro lado do rio.

Bom gosto

Vá lá. Não custa nada: perguntem-me o que estou a ler. Perguntem. Vamos. É só um instantinho. Vá vá, vá lá. Perguntem. O que é que vos custa? Perguntem-me o que estou a ler! Também é preciso ter má vontade para... ah! O que estou a ler? Ainda bem que perguntam:

1. On Chesil Beach, Ian McEwan
2. The Architecture of Happiness, Alain de Botton
3. Where the Stress Falls, Susan Sontag

Caramba. Há muito tempo que não apresentava uma lista assim tão irrepreensível. Isto é que é bom gosto.

Adenda: E a Amazon, pressentindo este post, acaba de me entregar Churchill, de John Keegan, um livro que me custou 0.01£ mais portes. Portanto, além de bom gosto tenho olho para o negócio.