sábado, 8 de março de 2008
Professores
Hoje o meu bairro encheu-se de professores dos ensinos básico e secundário (distinguem-se dos professores universitários porque se tratam todos por «tu»). Vou à FNAC, professores. Vou ao supermercado, professores. Volto ao supermercado porque me venderam frango estragado, professores. Professores, professores, professores por todo o lado. Passei o dia em pânico de ser chamado ao quadro.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Muito séria
«Fazemos música sem grandes pretensões. Ou melhor, temos uma e muito séria: impressionar raparigas e causar inveja aos rapazes.»
Erza Koening (Vampire Weekend) no Ípsilon de hoje
Erza Koening (Vampire Weekend) no Ípsilon de hoje
Ainda o Rrrrrrrrrrrretafe

Este tipo tem muito futebol nos pés. Parece o Rui Costa com menos 13 anos.
Benfiquinha
O Benfica apequenou-se. Como as equipas do meio da tabela agora corre mais contra os «grandes». Mesmo quando os «grandes» são uma equipa da periferia de Madrid com 25 anos de existência, sem história, com 12 mil sócios e um estádio de 15 mil lugares. Apesar disto, o Getafe joga muito, joga mesmo, vão ver. Ontem, mesmo com a expulsão de Cardozo, o Benfica correu mais e jogou melhor do que em todos os outros jogos da época. Todos. Em causa estava uns oitavos de final da UEFA e a morte do pai do treinador, que funcionou como catalisador emocional. Quando o «espírito de entreajuda» e o «empenhamento» (o novo acordo ortográfico deve ter eliminado a palavra «empenho») influenciam assim tanto o rendimento de uma equipa é porque estamos na presença de uma equipa pequena. Daquelas treinadas pelo José Mota ou pelo Manuel Machado. O Benfica apequenou-se e até já festeja empates em Alvalade. Num país que bebe «cafezinhos», fuma uns «cigarrinhos» e come «bifinhos» era só uma questão de tempo para que a equipa com mais sócios se tornasse no «benfiquinha». Deus nos valha.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Um escândalo
E o que aconteceu imediatamente a escrever o post em baixo? Vou ao sitemeter e sai-me isto:
The report is currently unavailable.
Please wait a few minutes and try again.
É, é. «Currently unavailable». Esta gente tem contactos.
The report is currently unavailable.
Please wait a few minutes and try again.
É, é. «Currently unavailable». Esta gente tem contactos.
Flower power
O Geração de 60 contratou Martim Avillez Figueiredo (mas o que é que se passa com estes ex-directores de jornais económicos?, têm todos de ser ultra-consensuais e chamar-se Figueiredo?), contratação que não deve ter sido barata. Aproveito seu primeiro post, onde às tantas MAF confessa que um dos apelos que o desafiou a escrever foi: «contrariar a convicção (pessoal, claro) de que os blogues não vão além da pequena comunidade que os lê», para fazer uma espécie statement que visa a minha própria glorificação pessoal. Primeiro, no Geração de 60 escrevem algumas das mentes mais brilhantes («mentes brilhantes», tenho de ir trabalhar e estou sem tempo para rodriguinhos) da nossa praça («nossa praça», idem, etc), como Poiares Maduro ou Paulo Rangel. No Complexidade e Contradição escreve um palhaço. O sitemeter do Geração de 60 apresenta às 10:58 de hoje a seguinte estatística:
Total 11,747
Average Per Day 195
Average Visit Length 2:58
Last Hour 10
Today 55
This Week 1,366
enquanto que o Complexidade e Contradição, à mesma hora, tem o seguinte comportamento em bolsa:
Total 206,813
Average Per Day 277
Average Visit Length 1:27
Last Hour 7
Today 70
This Week 1,939
Só sou batido no Average Visit Length, mas isso é porque eles escrevem coisas maiores, e eu estou aqui para comparar a qualidade e não a quantidade. Ora compare-se o Average Per Day e chegue-se à seguinte conclusão: eu sou mais brilhante que o Poiares Maduro e o Paulo Rangel juntos. Ou então o mercado não funciona e o consumidor nem sempre prefere o melhor produto, de onde se conclui que eu continuo a ser mais brilhante que o Poiares Maduro, o Paulo Rangel e o Avillez Figueiredo juntos porque eu não ando aí pelos cantos a elogiar o liberalismo, etc. Estou particularmente orgulhoso e confiante.
Total 11,747
Average Per Day 195
Average Visit Length 2:58
Last Hour 10
Today 55
This Week 1,366
enquanto que o Complexidade e Contradição, à mesma hora, tem o seguinte comportamento em bolsa:
Total 206,813
Average Per Day 277
Average Visit Length 1:27
Last Hour 7
Today 70
This Week 1,939
Só sou batido no Average Visit Length, mas isso é porque eles escrevem coisas maiores, e eu estou aqui para comparar a qualidade e não a quantidade. Ora compare-se o Average Per Day e chegue-se à seguinte conclusão: eu sou mais brilhante que o Poiares Maduro e o Paulo Rangel juntos. Ou então o mercado não funciona e o consumidor nem sempre prefere o melhor produto, de onde se conclui que eu continuo a ser mais brilhante que o Poiares Maduro, o Paulo Rangel e o Avillez Figueiredo juntos porque eu não ando aí pelos cantos a elogiar o liberalismo, etc. Estou particularmente orgulhoso e confiante.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Muito boa
Quando se fala na irritação de ficar com um pêlo púbico atravessado na garganta, é raro fazer-se a justiça de contrabalançá-lo com o grande prazer do acto de amor que o causou. (...)
«Os pêlos públicos», Miguel Esteves Cardoso, P2 pag.6
A edição de hoje do Público, que comemora 18 anos de vida e que tem José Pacheco Pereira como director convidado, está muito boa.
«Os pêlos públicos», Miguel Esteves Cardoso, P2 pag.6
A edição de hoje do Público, que comemora 18 anos de vida e que tem José Pacheco Pereira como director convidado, está muito boa.
terça-feira, 4 de março de 2008
Comprei música pelo iTunes
Comprei. Quando já tudo parecia percorrido e devidamente escalpelizado, eis que a Radar se põe a rodar um lado B, mais precisamente, Blank State, retirado do EP Mistaken for Strangers. Assim, descoberto o filão, a Apple ofereceu-me a troco de 0,99 cêntimos a peça a seguinte receita:
Driver, Surprise Me, Abel - EP
Keep it Upstairs, Abel - EP
Lit Up (Parisian Party Version), Lit Up - EP
You've Done It Again Virginia, Lit Up - EP
The Geese of Beverly Road (Live), Secret Meeting - Single
Santa Clara, Mistaken for Strangers EP
Blank State, Mistaken for Strangers EP
Mansion On the Hill, Apartment Story - Single
Foram os 7,92 € mais bem gastos da minha vida. E agora, despeço-me com uma peça de Bryce Dessner (é isto que a malta dos The National faz nos tempos livres, é impossível não nos vergarmos a tanto bom gosto junto):
Driver, Surprise Me, Abel - EP
Keep it Upstairs, Abel - EP
Lit Up (Parisian Party Version), Lit Up - EP
You've Done It Again Virginia, Lit Up - EP
The Geese of Beverly Road (Live), Secret Meeting - Single
Santa Clara, Mistaken for Strangers EP
Blank State, Mistaken for Strangers EP
Mansion On the Hill, Apartment Story - Single
Foram os 7,92 € mais bem gastos da minha vida. E agora, despeço-me com uma peça de Bryce Dessner (é isto que a malta dos The National faz nos tempos livres, é impossível não nos vergarmos a tanto bom gosto junto):
Myopic Dyoen
Ora do que eu quero aqui hoje falar é do valente tau-tau no rabo que Chales Jencks dá em Kenneth Frampton na última The Architectural Review, a propósito da mais recente publicação deste último, The Evolution of Twentieth-Century Architecture, a Synoptic Account. Não vou entrar na discussão sobre quem tem razão - embora me pareça que, imparcialmente, Jencks estará certo - limito-me a elogiar mais uma vez a The Architectural Review por ser a The Architectural Review, ou seja, a única revista do mundo onde se faz crítica livre e despretensiosa, mesmo quando estão na mesa dois nomes como Jencks e Frampton, que, para quem não sabe, são suficientemente pesados para assustar até a The Architectural Review. O texto, intitulado - brilhantemente - «Myopic Doyen» - está aqui.
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