sexta-feira, 9 de maio de 2008
Estou tão, tão, tão, tão feliz
Acabei de me cruzar na rua com a Exma. Dra. Manuela Ferreira Leite, e ela é muito mais bonita ao vivo.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Stendhal syndrome
I've seen them yesterday for the first time and I'm still enchanted. Stendhal syndrome.
(Comentário de KeitMi a isto.)
(Comentário de KeitMi a isto.)
Secção de sopros
Duas notícias importantes para domingo: a secção de sopros estará presente e a fila D contará com a presença completa dos amadores. Levar-se-ão blocos de notas e quantidades certamente ilegais de entusiasmo tardo-juvenil. Eles dizem que às vezes se sentem como os Beatles, o que faz de nós orgulhosas pennys lanes.
Bob Geldof e o BES
Apreciei muito este episódio Bob Geldof. O Expresso e o BES acharam por bem trazer o homem a Portugal, patrocinar o almoço, e convidar uns quantos ilustres para emprestar dignidade à coisa. Pelos vistos não esperaram que Geldof fosse Geldof: esperavam, talvez, duas ou três banalidades sobre o «terceiro mundo», a «fome», e com alguma sorte o «aquecimento global». Ora Geldof só existe pelo espalhafato - uma espécie de Santana com melhor aspecto - e nunca perde uma oportunidade de chegar às manchetes. Desta fez fê-lo à custa da relação entre Portugal e Angola, acusando Angola de ser «gerida por criminosos», o que levou o embaixador angolano (que Geldof sabia estar presente) a abandonar a sala. O mais triste nisto tudo é que ninguém pode questionar a verdade daquilo que Geldof disse (nem eu, que abomino a figura), o que deixou o BES em muitos maus lençóis (em Angola parece que há negócios por fazer). Provavelmente ainda extremamente indignado pelo cachet que Bob cobrou, o BES demarcou-se em comunicado das «injuriosas» afirmações do - até ontem - respeitável conferencista, provando que até ontem ninguém do BES tinha dedicado um segundo que fosse a apreciar a carreira activista de Bob Geldof. Porque se o tivessem feito nunca o teriam convidado a abrir a boca com o patrocínio do seu logotipo. Ao fazê-lo o BES esperava vir a colher os frutos de uma acção bem sucedida de «politicamente correcto». Saiu-lhe o tiro pela culatra. Eu apreciei muito o episódio, e acho que estão todos bons uns para os outros.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Boris e as torres
Almoço com amigos que partilham o ofício mas que o fazem em Londres, e eles mostram-me o seu descontentamento com a eleição de Boris. Dizem que com Boris acaba a construção em altura, e «nós lá no atelier temos muitos projectos para torres em andamento». Não me lembro de isso ter sido um assunto durante a campanha, mas ainda assim mostro a minha estranheza sobre esta insegurança: mas não há regulamentos em Londres? Um papel onde esteja escrito o que se pode e não se pode construir na capital da velha Albion? «Não», explicam-me, «basicamente podes propor o que quiseres para qualquer sítio da cidade, ficando ao critério do município aprovar ou não». Desconfio que isto será uma simplificação abusiva do processo, mas ainda assim acredito que seja verdade. E acredito que lá possa funcionar. Divirto-me ao imaginar um sistema semelhante em Lisboa, e divirto-me ainda mais ao imaginar um cenário de emigração massiva das gentes de Tomar para Londres.
Cassiano Branco
Uma amiga regressa a Portugal e procura casa em Lisboa. Pede-me que a acompanhe a uma agência. Uma vez lá, diz ao que vai. Entre a Estrela e Entrecampos, está aberta a sugestões. Prefere construção dos anos 1950, não menos de 90 metros quadrados, não mais de 120, dispensa garagem, se possível duas casas de banho, ou espaço para construir a segunda. A brincar, vai dizendo que «Se puder ser num prédio do Cassiano Branco, tanto melhor», e o rapaz que nos atende, fato antracite Armani, gravata fúcsia de seda e a cabeça armada em gel, olhos no monitor, «Desse empreitreiro não temos nada». (...)
Eduardo Pitta
Eduardo Pitta
O'Sullivan vs Carter
Yo, que no me considero koolhaasiano
Koolhaas revolucionó en muchos campos la arquitectura pero ha evolucionado hacia la generación un pensamiento negativista y cínico que hoy debemos rechazar y superar. Se opina que intentando matar a Koolhaas se trata de aniquilar al padre, pero yo, que no me considero koolhaasiano, creo que su pensamiento cínico termina haciendo mucho daño a la arquitectura. La generación de herederos de Koolhaas -que nosotros denominamos 'generación Rem 2.0'- como Alejandro Zaera, MRVDV o UN Studio, y la generación inmediatamente posterior y que adopta esos conceptos y postura koolhaasianas abocan a un momento terminal, por su total ausencia de compromiso ético, su irresponsable banalidad teórica y su tendencia estética feísta. Las alternativas de Koolhaas, como la figura del arquitecto estrella e ideólogo-gurú, marcan más el agotamiento de una era más que el auténtico comienzo de otra.
Fredy Massad
Fredy Massad
domingo, 4 de maio de 2008
Coisas que me irritam
Estou com um cabelinho à Nuno Melo e a minha mulher está a fazer pouco de mim porque eu não conhecia a palavra preclusão.
sábado, 3 de maio de 2008
Rita Redshoes
Estou preparado para anunciar que Golden Era, o álbum de estreia de Rita Redshoes (uma rapariga conservadora que teria certamente votado em Boris Johnson acaso vivesse em Londres), é muito bom. Só é pena o idioma, mas percebo que com um apelido como Redshoes ficamos obrigados a cantar na língua do Boris Johnson. Boris Johnson que, não sei se repararam, é o novo mayor de Londres.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Boris?
Estamos todos à espera da confirmação, mas parece que Boris Johnson será mesmo o próximo mayor de Londres. Isto num ano em que a final da liga dos campeões será jogada entre duas equipas inglesas. Entretanto, parece que ontem houve manifestações em Paris por causa dos «direitos» e assim.
Alguém me quer explicar onde se compra a Ler?
Vou daqui a nada ali ao quiosque da esquina comprar o Público para lá ler o Tiago Cavaco. O quiosque ali na esquina é dos bons quiosques de Lisboa, daqueles que têm muitas revistas penduradas sem que nenhuma tenha maminhas ao léu. Se o gajo não tiver a Ler dou por encerrada a minha relação com a revista, não tentem demover-me.
Entretanto - e para não me dar ao trabalho de ter de fazer outro post - o Pedro Lomba não gosta da Manuela Ferreira Leite e o maradona não gosta - eufemisticamente - do Pedro Passos Coelho. O maradona ainda suporta esta animosidade com argumentos sólidos: a entourage de Passos Coelho bloqueou-lhe o Chelsea - Liverpool, já o Lomba, enfim, não percebi onde quer chegar (ou seja, não percebi quem vai apoiar, embora me pareça que não seja o Patinha Antão). O Patinha Antão, perdão, o Prof. Doutor Patinha Antão, diga-se em abono de Pedro Santana Lopes, ainda escreve pior do que Pedro Santana Lopes (ainda que o sintoma principal seja o mesmo, a pontuação), o que constituiu uma surpresa para o próprio Pedro Santana Lopes. O que me leva a concluir que talvez este critério não seja o melhor para avaliar os candidatos, porque se fôssemos eleger um líder do PSD com base nas suas qualidades literárias teríamos, indubitavelmente, Vasco Graça Moura como candidato a primeiro ministro, o que não me parece ideal.
Só mesmo para me ir embora: Pedro Passos Coelho (que, e isto tem de se dizer, tem nome de personagem de romance português) perdeu a credibilidade que ostentava para a minha pessoa quando, numa entrevista ao canal 2 há dias, comentou a insinuação de Alberta Marques Fernandes de que ele seria «o Obama português» sem se rir.
Entretanto - e para não me dar ao trabalho de ter de fazer outro post - o Pedro Lomba não gosta da Manuela Ferreira Leite e o maradona não gosta - eufemisticamente - do Pedro Passos Coelho. O maradona ainda suporta esta animosidade com argumentos sólidos: a entourage de Passos Coelho bloqueou-lhe o Chelsea - Liverpool, já o Lomba, enfim, não percebi onde quer chegar (ou seja, não percebi quem vai apoiar, embora me pareça que não seja o Patinha Antão). O Patinha Antão, perdão, o Prof. Doutor Patinha Antão, diga-se em abono de Pedro Santana Lopes, ainda escreve pior do que Pedro Santana Lopes (ainda que o sintoma principal seja o mesmo, a pontuação), o que constituiu uma surpresa para o próprio Pedro Santana Lopes. O que me leva a concluir que talvez este critério não seja o melhor para avaliar os candidatos, porque se fôssemos eleger um líder do PSD com base nas suas qualidades literárias teríamos, indubitavelmente, Vasco Graça Moura como candidato a primeiro ministro, o que não me parece ideal.
Só mesmo para me ir embora: Pedro Passos Coelho (que, e isto tem de se dizer, tem nome de personagem de romance português) perdeu a credibilidade que ostentava para a minha pessoa quando, numa entrevista ao canal 2 há dias, comentou a insinuação de Alberta Marques Fernandes de que ele seria «o Obama português» sem se rir.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Pelo menos
- Não quero ter filhos já, mas tenho de começar a pensar nisso. Não quero ser mãe aos 50. Mas também não quero ter um filho só por ter: quero ter uma família feliz, ou pelo menos aparentemente feliz.
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