segunda-feira, 30 de junho de 2008
Muito na moda
Um intelectual que «está muito na moda»? Bernard-Henri Lévy, obviamente. Ou então Salman Rushdie - até há sensivelmente um ano - mas nesse caso seríamos forçados a atribuir à expressão «estar muito» uma conotação não muito elegante.
Fight divers
Peço reacções à presença de Zizek na Cinemateca e sai-me isto. Galamba, meu, não é nada disso. A malta não quer saber de marxismos, psicanalismos, voluntarismos abstractos, críticas imanentes, e fantasias colectivas. A sério, pá, era mais saber quem marcou e não marcou presença; como se saiu o Pedro Mexia; houve Q&As?; se sim, o Ivan Nunes interveio?; miúdas, pá, miúdas giras?; como estava a sair a imperial?; o que bebeu Zizek?; deu autógrafos?; que dedicatória te fez ele? A sério, esta mania de brincar com coisas sérias deixa-me exasperado.
Pompous and boastful
What a dreadful and boring group of people in a thoroughly uninspired discussion. These folks' building creations are monuments of their pompous and boastful egos - no concern for people - and architecture should first of all have people in mind. If the building does not welcome us, embrace us and invite us with warmth - the architect has failed. Send these creatures into retirement.
Comentário de «Axel» a este vídeo (via atelier mob)
Comentário de «Axel» a este vídeo (via atelier mob)
Preguiçosos
Mas o que é isto? E um youtubezito? Uma crónica? Uma foto? Nada? Tanto blogger junto e não há ninguém disposto a partilhar o Zizek?
Loirinho de olhos azuis
Xavi? Terá jogado contra Senna ser um naturalizado, ter 31 anos, ser trinco, e jogar no Villareal.
Afinal
Acho que sou um shyamalaniano heterodoxo: gostava, sobretudo, de Sinais e de A Vila. Do Sexto Sentido ficou-me a glória e o turn-off de ter «adivinhado o fim», não acompanhei o entusiasmo pelo Protegido e não vi A Senhora da Água. No meio de todas as fragilidades que podem ser identificadas no percurso de Shyamalan, nunca fui daqueles que rotulam o carácter monotemético e a parca palete de recursos como uma «fraude». Sim, Shyamalan faz mais ou menos sempre o mesmo filme, mas tem-no feito sempre muito bem (A Vila, sobretudo, é um filme magnífico.) Isto tudo para enquadrar devidamente o que me preparo para anunciar ao mundo: O Acontecimento é um dos piores filmes jamais apresentados aos meus olhos. Parece uma cópia de Bollywood de Shyamalan (o que é irónico), uma versão feita por um amador sem talento. O mais grave é que O Acontecimento começa bem. As primeiras cenas convencem com eficácia, um fenómeno que se vem depois a confirmar como uma péssima gestão de expectativas. Aquilo que Shyamalan sempre soube fazer bem - provocar e estimular o espectador até à última cena - é aqui invertido, e o mais triste é que isto parece uma tentativa de Shyamalan (gosto muito desta palavra) fazer outra coisa: em O Acontecimento torna-se evidente que o evento que está a ocorrer não é mais do que um suporte dramático para a reaproximação de um casal desavindo (uma estreia absoluta aqui no Complexidade e Contradição), numa trama secundária que é das coisas mais desinteressantes e ingénuas que já se viu no cinema (uma «sobremesa»? o que é isto?). E fica provado que Mark Wahlberg só dá mesmo para polícia (The Departed, We Own the Night). Talvez o génio de Shyamalan esteja numa fusão visionária entre forma e conteúdo: num filme que é sobre o suicídio (enfim), o filme suicida-se perante os nossos olhos. Afinal, é brilhante.
domingo, 29 de junho de 2008
Coldplay
Ando a acarinhar um profundo ódio ao tipo dos Coldplay e aos Coldplay propriamente ditos, e por alguma razão que ainda não me é evidente achei por bem retardar em 5 minutos a minha ida para a cama e vir aqui anunciá-lo. E, no que é o facto mais espantoso desta história toda, o casamento da criatura com Gwyneth Paltrow não é um elemento que tenho necessariamente em conta.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Contemplação carinhosa de Agustina (3)
Afinal os que dizem que sou difícil de ler não passam de poltrões; felizmente esse número tem diminuído muito, ou então cada vez mais se envergonham de se mostrar. Grande parte do êxito de qualquer talento depende da vergonha em parecer ignorante ou rude se não o compreender. A fama faz-se com o amor de muitos e o cepticismo silencioso da maioria.
«Conferência em Granada»
«Conferência em Granada»
Contemplação carinhosa de Agustina (2)
Agora, o que se diz da Sibila surpreende-me bastante. Dividem-na em porções, como os mapas de campanha, e descobrem nela teoremas de Lacan e de Freud. Eu sempre pensei que a Sibila era a minha tia Amélia, vaidosa e com jeito para as coisas de tribunais, e que sabia como ninguém estufar um pato com pimenta, num lume de rama de pinheiro. A resina, ao arder, dava ao pato um sabor especial. Entre isso e Lacan não sei que relação haverá.
«Conferência em Granada»
(Como astutamente já repararam, esta não é uma «citação aforística». O blogue é meu, faço o que eu quiser.)
«Conferência em Granada»
(Como astutamente já repararam, esta não é uma «citação aforística». O blogue é meu, faço o que eu quiser.)
quinta-feira, 26 de junho de 2008
A Turquia
Se, depois da Grécia em 2004, a Turquia tivesse chegado à final do Euro 2008, eu juro que nunca mais veria um jogo de futebol na vida. A Turquia jogou melhor (como defendeu durante os 90 minutos o - ai ai - futuro adjunto do Benfica na Sporttv Diamantino)? Melhor? Mas desde quando é que o futebol se tornou num fenómeno que tem o direito de recorrer à justiça? Melhor? Não consigo - e vi o jogo inteiro - lembrar-me do nome de um único jogador turco, recuso-me a soletrar o nome de qualquer equipa turca, eu nem sei onde é a Turquia (ia jurar que não era na Europa). Com a eliminação da Itália, da França e da Holanda - e não nos esqueçamos da ausência da Inglaterra - a certeza de que a final se jogará com a presença da Alemanha é-me tão tranquilizadora como são os equipamentos brancos e mais aquelas merdas todas de Wimbledon para o João Carlos Espada. O europeu, e metam isso lá bem no fundo mais inacessível das vossas cabeças, é para ser sempre ganho por uma destas equipas:
- Alemanha
- Itália
- Holanda
- Inglaterra
- França
- Espanha
e exactamente por esta ordem. Por sermos portugueses incorremos no desplante de incluirmos o nome de Portugal na lista, mas aposto que os Turcos fazem o mesmo. Esta merda não é para brincar, e o Vasco Pulido Valente devia estar doido quando escreveu aquilo da democracia no futebol. Democracia? Gostaram da Grécia em 2004? Foi bonito? Foi. Muito bonito. Ao menos a União Europeia tem mais dignidade ao ameaçar expulsar a Irlanda do clube: recomendo à UEFA que ameace qualquer país que não se encontre na lista por mim elaborada ali em cima com a expulsão do euro em caso de vitória. E podiam ter já começado com a Grécia, sempre se poupavam os gregos à vergonha a que se submeteram este ano.
A única excepção é a Rússia: a Rússia pode ganhar o europeu quando quiser que nós deixamos. A começar já em 2008 (em 1960 foi a União Soviética, enciclopédicos.)
- Alemanha
- Itália
- Holanda
- Inglaterra
- França
- Espanha
e exactamente por esta ordem. Por sermos portugueses incorremos no desplante de incluirmos o nome de Portugal na lista, mas aposto que os Turcos fazem o mesmo. Esta merda não é para brincar, e o Vasco Pulido Valente devia estar doido quando escreveu aquilo da democracia no futebol. Democracia? Gostaram da Grécia em 2004? Foi bonito? Foi. Muito bonito. Ao menos a União Europeia tem mais dignidade ao ameaçar expulsar a Irlanda do clube: recomendo à UEFA que ameace qualquer país que não se encontre na lista por mim elaborada ali em cima com a expulsão do euro em caso de vitória. E podiam ter já começado com a Grécia, sempre se poupavam os gregos à vergonha a que se submeteram este ano.
A única excepção é a Rússia: a Rússia pode ganhar o europeu quando quiser que nós deixamos. A começar já em 2008 (em 1960 foi a União Soviética, enciclopédicos.)
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Contemplação carinhosa de Agustina*
Entre um homem de convicções e um louco, a linha divisória é difícil de distinguir.
«Van Gogh Escritor»
* Citações aforísticas de Contemplação Carinhosa da Angústia. Farei disto uma série.
«Van Gogh Escritor»
* Citações aforísticas de Contemplação Carinhosa da Angústia. Farei disto uma série.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Da igualdade de género
Descobri que o narcisismo é muito mais frequente (e tolerável) nos homens. É quase uma autorização tácita para a infantilidade. Isto chateia-me, claro, porque é um óbvio gesto paternalista por parte das mulheres. Estamos a perder a guerra.
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