sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Errata
Obviamente, a crónica do Pedro Lomba a que fiz referência no post anterior não se chama «A arte do concelho» mas sim «A arte do conselho». Obviamente, não cheguei lá sozinho, foi necessária a intervenção de ajuda externa, a qual agradeço desde já. E um grande pedido de desculpas ao Pedro Lomba por tê-lo feito passar por um especialista em assuntos autárquicos, o que não é nada bonito.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Resumo em forma de poema
A arte do conselho, por Pedro Lomba, (parceria Complexidade e Contradição / Europa - América):
Estou em casa e recebo o telefonema de uma ex-amiga.
(Senti logo as entranhas do ego num revolvimento eufórico.)
Ouço-a falar prosaicamente sobre o namorado
que a uma semana do casamento tinha sido infiel.
Pedia-me uma opinião cartesiana sobre o que devia fazer.
Lá lhe disse o seguinte: não cases, cancela tudo.
Ela detestou o plano.
Meses depois, encontro-os na rua,
brandos, recém-casados, comprometidos.
Não me falaram.
Estou em casa e recebo o telefonema de uma ex-amiga.
(Senti logo as entranhas do ego num revolvimento eufórico.)
Ouço-a falar prosaicamente sobre o namorado
que a uma semana do casamento tinha sido infiel.
Pedia-me uma opinião cartesiana sobre o que devia fazer.
Lá lhe disse o seguinte: não cases, cancela tudo.
Ela detestou o plano.
Meses depois, encontro-os na rua,
brandos, recém-casados, comprometidos.
Não me falaram.
O Paul Finch deve estar a banhos
Primeiro, um protesto: de vez em quando aqui o painel desta merda aparece-me em inglês, outras em português. Não sei se estão a ver: às vezes é «new post», outras é «nova mensagem». Isto transtorna-me (e cá vai a terceira frase seguida com dois pontinhos): é como se o blogger estivesse a condicionar o conteúdo do que escrevo de uma maneira muito subtil, indicado se devo «postar» alguma coisa ou escrever alguma «mensagem». Eu não gosto de mensagens, não gosto sequer de sms's nem da dos Police que vem dentro da garrafa. E, sobretudo, nada daquilo que escrevo tem «mensagem», no sentido em que as parábolas infantis têm sempre uma «mensagem», ou os evangelhos. Portanto, e isto é para os engenheiros do Google que lêm este blogue (...ogue, ...ogue, ...ogue), faz favor de me meter esta coisa sempre em inglês.
Agora, outro assunto: o primeiro parágrafo do editorial da Architectural Review deste mês, escrito se não se me falha a memória pela Catherine Slessor (o Paul Finch deve estar a banhos), que versa sobre a China e os arquitectos na China e essas merdas, é das coisas mais demagógicas, repugnantes, rasteiras, nojentas, insultuosas, distorcidas, ressabiadas, ofensivas, bloco de esquerdistas que já li. Assim que me lembrar de ir ao carro buscar o meu exemplar desta revista que vergonhosamente assinei, venho aqui postá-lo (ao parágrafo) que é para vocês verem se não tenho razão.
Agora, outro assunto: o primeiro parágrafo do editorial da Architectural Review deste mês, escrito se não se me falha a memória pela Catherine Slessor (o Paul Finch deve estar a banhos), que versa sobre a China e os arquitectos na China e essas merdas, é das coisas mais demagógicas, repugnantes, rasteiras, nojentas, insultuosas, distorcidas, ressabiadas, ofensivas, bloco de esquerdistas que já li. Assim que me lembrar de ir ao carro buscar o meu exemplar desta revista que vergonhosamente assinei, venho aqui postá-lo (ao parágrafo) que é para vocês verem se não tenho razão.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Robert Wenn and Antonio Camia
Acabei ontem o Saturday, do Ian McEwan, perfazendo assim um total de 3 obras-primas literárias (isto partindo do pressuposto que eu sou capaz de identificar «obras-primas literárias») noutros tantos romances de McEwan (On Chesil Beach, Amsterdam, e Saturday, não ordenados cronologicamente pela data de publicação mas pela data da minha leitura, como o leitor mais atento reparou) que li. O mundo é bonito, ou então é só a minha vida: menos de 12 horas após ter fechado o livro, não sem antes ler em absoluta sintonia as 145 páginas de citações elogiosas da imprensa que o volume carrega, estou a trabalhar ao som desta entrevista de McEwan ao Charlie Rose, que deve ser uma pessoa muito simpática apesar de não perceber nada de literatura, ao contrário de mim (reparem como ele ignora completamente a tentativa de McEwan de dirigir a conversa para o «aspecto técnico» que é escrever um romance no «presente», em oposição ao «passado», isto tempos verbais, claro.) Entretanto descobri uma coisa sobre o McEwan e sobre o seu Enduring Love que vi numa notícia do Guardian de 1999 (quem nunca citou uma notícia do Guardian com quase 10 anos que atire a primeira pedra) e que dedico ao Casanova, embora eu acredite que a probabilidade de o Casanova não conhecer este episódio é tão alta como a de eu um dia escrever um romance tão bom como o Saturday.
com o devido respeito, quero que o Roger Kimball se foda
Tenho a mania que gosto de umas merdas de arquitectura. Mas como estou sempre a ser relembrado, não gosto propriamente de "arquitectura", apenas ocupo de vez em quanto umas horas a sentir as emoções provocadas por umas peças de escultura monumental. Roger Kimball, aquele gajo da New Criterion, tem trabalhado muito nos erros ontológicos e suposta falência civilizacional que a arquitectura moderna alegadamente corrobora, mas, com o devido respeito, quero que o Roger Kimball se foda. Gosto do aspecto visual exterior da arquitectura moderna. Gosto do Gehry, Weisman Art Museum incluido. Gosto do Centro Pompideu. Gosto do Norman Foster. De facto, não vou muito à bola com o Calatrava, mas é só porque aquilo é branco, se pintassem os tubos de outra cor eu já gostava. Agora, depois da exposição no CCB, até já gosto da Unité d'Habitation. Mas o que eu queria aqui realçar é o novo Estádio Olímpico de Pequim, esculturado pelos fantásticos Pierre de Meuron e Jacques Herzog. Pode-se ficar indiferente a isto, mas tem que se gostar.
maradona
maradona
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
«E a Garagem Vitória?»
Existirão quatro coisas que Deus não conhece: o pensamento dos Jesuítas, os bens e propriedades dos Franciscanos, o número de congregações religiosas femininas existentes e as motivações do discurso e críticas arquitectónica urbanística portuguesa.
De um grande texto do João sobre o «mono» do Largo do Rato.
De um grande texto do João sobre o «mono» do Largo do Rato.
Bálsamo

O bálsamo do verão? A Monocle incluiu Lisboa na lista das melhores cidades do mundo para se viver. Foi um 24º lugar num total de 25, o que prova que a coisa foi bem feita: uma classificação mais alta deixaria dúvidas.
A Monocle revelou-se uma revista interessantíssima (não a conhecia). Neste número destaco, por exemplo, o artigo sobre o edifício de apartamentos perfeito, uma leitura nada negligenciável para os arquitectos. E Alain de Botton, um voz lúcida e incómoda (para os arquitectos) quando fala sobre a cidade e a arquitectura.
Em cada um
Para se ser feliz é só preciso ler o Complexidade e Contradição (e eu não vou repetir isto): torrada de pão alentejano (admite algumas variantes) + manteiga «Mimosa» (não admite variante de espécie alguma) + queijo flamengo «Terra Nostra» (admite variante «Limiano», mas não aquela merda do iogurte) + doce de tomate «A Farrobinha» (não admite variantes).
Há uma sexagenária em cada um de nós.
Há uma sexagenária em cada um de nós.
domingo, 3 de agosto de 2008
Embora te digam o contrário
Embora te digam o contrário, o passado é aquilo que se move à tua frente, enquanto o futuro te persegue, silencioso, lá atrás.
no B-Site
no B-Site
sábado, 2 de agosto de 2008
Retomamos
Obrigado aos que cá vieram abrir as janelas e regar as plantas. Passaram-se coisas, como costuma acontecer quando os dias se sucedem, e o enigma da estranha atracção das rádios rurais por Mark Knopfler ficou mais uma vez por resolver. E o Pedro Mexia terá descoberto que a Adriana Lima é virgem: lá terá o homem de interromper as férias outra vez e vir de Boliqueime explicar isto à nação.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
