sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Imposto sobre... as PPP?

Tal como o governo escolhe apresentar novas medidas de austeridade antes dos jogos da selecção, estou absolutamente convencido de que António José Seguro escolheu deliberadamente fazer a sua «intervenção» antes da entrevista do primeiro-ministro.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A portagem

Concorde-se ou não com o tipo de medidas que o governo está a implementar para atingir as metas definidas no compromisso com a troika, há um aspecto da indignação que acho profundamente equivocado, que é o argumento de que «os sacrifícios não estão a levar a lado nenhum». Se isso é verdade para a economia interna do país, no sentido em que demora a arrancar o tão prometido crescimento, o mesmo não se poderá dizer da reputação internacional do país. Convém lembrar que o governo de José Sócrates - que em 2009 prometia TGVs, aeroportos e computadores para todos - deixou Portugal à beira da falência e sem capacidade para pagar salários à função pública, quanto mais pagar as dívidas a credores e fornecedores. Em 2011, Portugal era igual à Grécia aos olhos da comunidade internacional. Era um estado falhado e sem futuro. Por muito que a austeridade nos doe, e mesmo concedendo que há injustiças intoleráveis em curso ao abrigo de uma agenda liberal fortemente ideológica, não se pode negar esse efeito positivo, que é absolutamente essencial para reclamarmos no futuro a nossa independência financeira. Podemos - porque isto é uma democracia - correr com este governo e substituí-lo por outro mais próximo das nossas simpatias ideológicas, mas não devemos acreditar que é possível fazer o ajustamento que nos foi imposto de um modo menos agressivo para todos nós. Pode haver «outro caminho», mas a portagem é a mesma.

Manuela Ferreira Leite

Teve o condão de vir falar nos reformados, um dos tópicos mais esquecidos na indignação. E fê-lo ao abrigo de um argumento que, apesar de achar que não é totalmente protegido pela lei, é curto e grosso: as reformas não são dinheiro que o Estado entrega aos pensionistas, é dinheiro dos pensionistas que o Estado apenas guardou durante a sua vida activa. E foi directa quando à forma de protesto: chumbo no parlamento do orçamento. Esta mulher fez-nos muita falta.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vergonha

Vergonha. É a única palavra que serve para descrever o comportamento recente do PS, mas também dos tidos por «senadores» do PSD, e, já agora, de Paulo Portas. Queriam o quê, caralho? Queriam escapar todos por entre os pingos da chuva? Queriam fazer um ajustamento de não-sei-quantos mil milhões à economia portuguesa sem afectar «os mais desfavorecidos»? «Os mais desfavorecidos», ficam já a saber, são 85% a 90% dos portugueses (f: Complexidade e Contradição Bureau of Labor Statistics), somos nós, é a classe média que é cada vez classe média baixa, é o professor o enfermeiro o empregado de balcão o quadro da empresa de painéis solares o engenheiro da câmara o «empreendedor». Queriam «cortar a despesa», era?, sem que o outro lado dessa despesa não desse por isso? A Priscila explica, para quem ainda não percebeu. Explica porque razão é praticamente impossível que haja dois caminhos para atingir os objectivos que o governo de José Sócrates fez o favor de definir no Memorando. Não há: há um, é este, e Vítor Gaspar ocupa um lugar muito, mas muito discreto na lista dos «culpados».

Não queria deixar de dar uma palavra muito especial aos porta-vozes do PS (que se multiplicam como coelhos, quero é ver como é que vão tirar o Tó Zé do poleiro, estamos cá para ver): quando os senhores começaram a ladrar sobre a necessidade de alargar o prazo do ajustamento, esqueceram-se de avisar o país que isso só seria possível se o país cumprisse todos os objectivos a que se propôs (isto é, a que o PS se propôs) de modo a ganhar algum capital de confiança das pessoas que estão a pôr cá o dinheiro. Isto de vir para a televisão dizer que se está «indignado» com as medidas ao mesmo tempo que se canta vitória pelo alargamento do prazo («como o PS sempre disse»), é o mesmo que passar o dia a dizer que são dezasseis horas e vinte minutos e exclamar, às dezasseis horas e vinte minutos, que, «como passámos o dia a dizer, são dezasseis horas e vinte minutos!»

Portanto, façam um favor ao país, façam um favor a todos aqueles que começam a ver a fome a aproximar-se, e não façam de conta que «existe outro caminho». Isto é brincar com as pessoas, e as pessoas não estão para brincadeiras.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E já agora

Que as eleições de 2016 nos EUA sejam disputadas entre Michelle Obama e Condoleeza Rice.

Eu tenho um sonho

Que Bruno Carvalho e Bruno de Carvalho venham a ser, simultaneamente, os presidentes de Benfica e Sporting.

Um blogue que é assim como o Zenit

Declínio e Queda.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Veludo (com concerto no Jardim da Estrela)




Veludo é o tema de avanço do próximo álbum dos Trêsporcento.  O novo disco, que será editado ainda durante o ano de 2012, conta com a produção de Diego Salema Reis, que já tinha produzido o trabalho anterior da banda, e foi gravado entre Abril e Maio deste ano na Coutada do Som. 

Para celebrar o lançamento da primeira canção do novo trabalho, os Trêsporcento vão dar esta 3ªfeira, 4 de setembro, pelas 21h00, um concerto de entrada livre na Esplanada do Jardim da Estrela.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Falcao

Falcao: como um erro ortográfico se transforma num poema.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RTP

Uma estação que reduz Helena Coelho a entrevistadora de toureiros merece ser vendida a preço de saldo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O positrão

Uma palavra para António José Seguro. A vida democrática só existe com alternativas de poder, e é bom ver que ele está lá. Mantendo-nos a todos debaixo da sua asa protectora. Não se preocupem, parece dizer, o Tó Zé está aqui, a ver tudo, a tomar conta de tudo. Todos os dias o Tó Zé sai da cama só para nos defender do governo malvado. Liga a televisão, ouve a proposta do dia, e à tarde está a propôr o seu contrário. O Tó Zé está para o governo como a anti-matéria está para a matéria: se o governo é o electrão, todo cheio de cargas negativas e maus olhados, o Tó Zé é o positrão, todo animado e positivo. Com ele, o futuro brilhará, e brilhará de todas as maneiras possíveis, até ao infinito. Com subsídios, com televisão, com circo às quintas-feiras. Palavra de positrão.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Rudisha


segunda-feira, 6 de agosto de 2012