quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Momentum (2)

Luís Coimbra, no 31 da Armada, lança a escada às «monarquias constitucionais contemporâneas».


Ouvindo a Antena 2

Vou escrever um post barroco.
Um post, vou escrever, barroco, um post barroco, vou escrever.
Vou escrever - um post, vou escrever - um post - barroco, um post barroco - barroco - vou escrever.

Momentum

Se há aí alguém interessado em promover a restauração da monarquia, este é o momento, rapazes, este é o momento.

Não sabe em que conjuntura se desenvolveram

Estamos perante um acto nojento do ponto de vista ético e deontológico da profissão: a publicação de conversas constantes de material roubado, pertença de outro jornalista e que quem publica não sabe em que conjuntura se desenvolveram ou até que ponto relatam com autenticidade o que ambos os interlocutores disseram.

Palavras de João Marcelino (director do DN) em 2004, lembradas há dois dias pelo Pedro Mexia.

A extinção do PCP

Ontem, ao fazer a apresentação dos convidados presentes, Ana Lourenço identificou o representante comunista como «representante da CDU», seguindo a lógica de estarem presentes 5 representantes das 5 forças políticas parlamentares. Foi prontamente corrigida pelo visado, que explicou ser «representante do PCP», já que «a CDU extingue-se no dia das eleições». O que o PCP sempre pretendeu com a «CDU» - esconder do eleitor a palavra «comunista» - só adia o inevitável: a extinção do PCP, provavelmente num dos próximos dias de eleições.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Hã?

Hã? Para mim, só há uma conclusão clara: depois de Soares como oposição, Sampaio como árbitro comprado, e Cavaco como poder isolado, o semi-presidencialismo não serve para nada. Enterre-se o semi-presidencialismo.

Recados

Entretanto, o PS começa a enviar os primeiros recados aos partidos que se querem portar mal.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Esclarecimento ao país

Queria com este post acabar de uma vez por todas com os rumores crescentes na sociedade portuguesa e confirmar que na minha freguesia houve de facto um pai que votou pelo filho e um filho que, devido a isso, foi forçado a votar pelo pai. Não há - eu vi tudo com os meus olhos -seriedade eleitoral neste sufrágio, pelo que penso estarem reunidas as condições para a impugnação do mesmo.

Mexidas

Para já, uma alteração geo-política: o maradona foi para aquele blogue da Sábado.

T1 + 1

Na minha freguesia (Madalena) o PSD obteve 50 votos. Para as autárquicas estão todos convidados para um café lá no nosso T1 + 1.

Temo pelo pior

Fui forçado a fazer a última parte do meu percurso matinal a pé devido a uma interrupção da linha amarela «por motivos alheios ao metropolitano de Lisboa.» Não se sabe nada de Pacheco Pereira desde ontem à tarde.

domingo, 27 de setembro de 2009

E agora?

Há 3 nomes que se perfilam para a futura liderança do PSD: um péssimo (Passos Coelho), um bom (Rui Rio) e um óptimo (Paulo Rangel). Um deles será o próximo primeiro-ministro o mais tardar em 2013. Onde está a ficha de inscrição para as directas?

Continuaremos pobres, mas vamos passar a ter uma alternativa mais cara e mais demorada para a ligação a Madrid

Uma das conclusões mais politicamente relevantes da noite nasce do facto de os 3 vencedores da noite - Sócrates, Portas e Louçã - serem os mais telegénicos dos candidatos. Não é necessário fazer desta uma questão moral: as coisas são o que são, e será até ingenuidade política desconsiderar este aspecto no futuro. Manuela Ferreira Leite e Jerónimo de Sousa não contam entre as suas qualidades a capacidade de seduzir os meios de comunicação social e sofreram as consequências disso.

Também não quero com isto atribuir a derrota do PSD de Manuela Ferreira Leite a uma certa inaptidão comunicativa: pode não ter passado a mensagem toda, mas passou grande parte dela e o país foi taxativo a recusá-la. E mais uma vez se mostra que as lideranças à direita no PSD não costumam ser bem sucedidas. O caminho da vitória do PSD é sempre o centro e o centro-esquerda (Cavaco e Durão), o que torna difícil a tão afamada clarificação ideológica do partido de Sá Carneiro.

Para além do voto do centro, o PSD também perdeu algum voto à direita para o CDS, que se assume como um dos poucos consolos da noite: ficar à frente do Bloco de Esquerda transforma o partido numa hipótese para entendimentos parlamentares com o PS, fragilizando assim a hipótese albanesa de ter Louçã no governo.

E vamos ver como lidará Sócrates com um governo sem maioria. Provavelmente vai, mais uma vez, vestir uma nova pele e assumir uma nova voz.

Êxodo

Eu bem sabia que devia ter dado continuidade àquelas aulas de alemão.

1975

Isto é todo um sentido patriótico que é ameaçado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Plano B

Se Sócrates ganhar as eleições, já temos escape: a NASA encontrou água na Lua.

Vésperas

Depois do dia 11 de Outubro só há 2 cenários possíveis: ou Cavaco se demite, ou cai o governo que vamos eleger no domingo (dado o carácter decisivo que o «caso das escutas» acabou por ter na campanha). Não há nenhuma terceira via que garanta a «governabilidade» do país.

P.S.: Quatro dias depois de o Presidente da República ter afastado Fernando Lima da chefia do gabinete de assessoria para a Comunicação Social, o “Expresso” noticia que a Presidência da República “insiste” em manter as informações sobre a suspeita de que assessores de Cavaco Silva tenham estado sob vigilância. Isto apesar de o SIS (Serviço de Informações de Segurança) continuar a negar quaisquer escutas a Cavaco Silva. O “Expresso” cita mesmo um informador de Belém que diz que o caso é “sério e delicado”.

Uma fonte citada pelo mesmo semanário, mas que pediu anonimato, assegura que “há substância para as suspeitas levantadas pela Presidência”, apesar de reconhecer que “o momento para as revelar é o pior”.

José Lopes

Ontem, num tempo de antena numa «reportagem pessoal» que a RTP fez com José Sócrates, o primeiro-ministro queixava-se de que o cargo lhe tinha retirado a possibilidade de correr as 2 horas diárias da rotina. Este é o problema de Sócrates: até nos mais pequenos pormenores nós sabemos que ele está a mentir. O problema não é dele, evidentemente: estamos perante um diagnóstico clínico por fazer.

Que desconhecido cristianismo não-católico é este em que as pessoas se benzem?

Já não é a primeira vez que José Sócrates fala sobre a sua fé cristã, cuidadosamente enxotada de catolicismo. Isto podia ser óptimo: um dos primeiros políticos portugueses de uma tradição não-romana. Mas é apenas bluff. Na última entrevista (DN de Domingo passado) o Primeiro Ministro voltava a repeti-lo logo depois de dizer que se benzia. Que desconhecido cristianismo não-católico é este em que as pessoas se benzem? Nem protestantes nem ortodoxos fazem esse sinal da cruz. José Sócrates é da Seita dos Selectivos, a religião onde se crê conforme se escolhe. Quase que sentimos saudades do ateísmo de Soares.

O Sócrates Cristão, por Tiago Cavaco

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

80% a mais; 24% a menos

A campanha dos socialistas tinha um orçamento de 1,5 milhões de euros, mas afinal custou 2,764 milhões - uma derrapagem de 1,2 milhões, ou seja, cerca de 80% a mais do que o PS tinha previsto no orçamento que entregou à Entidade das Contas antes da campanha.
A propaganda do PS acabou por ser a mais cara das europeias, bastante acima do PSD, que gastou 1,6 milhões (previa 2,2 milhões). Ou seja, a despesa dos social-democratas ficou 24% abaixo do previsto.


Lembrando os resultados das últimas europeias, podemos concluir - havia dúvidas? - que o PSD apresenta uma capacidade de gestão muito superior. Somos um país pobre, temos de sair da pobreza. É isto que está em causa no domingo.

Sondagem

Sondagem Eleições Europeias, Aximage, 1-4 Junho:

PS: 36,2%
PSD: 30,9%
BE: 10,2%
CDU: 10,1%
CDS-PP: 5,0%

Doidos no Chiado (3)

Não percebi totalmente o argumento do doido ateu porque um outro acontecimento decorria em simultâneo no Largo Camões que exigiu a minha atenção. Uma mulher absolutamente cinematográfica - vestida de vermelho e praticamente em slow motion - atravessava a praça com uns modos que forçaram todos os doidos a reter a respiração. Foi a minha mulher que me explicou «já viste ali a Bárbara Guimarães?» Pelo segundo dia consecutivo, apeteceu-me dar um abraço ao Manuel Maria Carrilho.

Doidos no Chiado (2)

Um doido (clínico) passeava no Largo Camões aos berros «... e depois enfiam-se nas igrejas a rezar. Sim, ajoelham-se todos a rezar. País de cristãos a fingir, cristãos de fingir, e depois enfiam-se nas igrejas a rezar.» Há todo um programa (lógico) naquele «e depois».

Doidos no Chiado (1)

À saída do Metro, comunistas distribuem «panfletos da CDU». Recuso educadamente. O senhor que me segue pega no panfleto num gesto irreflectido. Quando percebe o que é estremece e devolve o papel exclamando: «Cambada de Doidos Unidos» (maiúsculas minhas).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Regresso às aulas

Com o regresso do Outono regressam também, depois de 3 meses e meio de paz e sossego, os «jovens» à rede de transportes públicos. Não há maneira de ignorar o facto: as filas para os guichês de compra de passes estão agora caóticas. «Isto é um escândalo», como ouvi um jovem dizer no outro dia, embora não garanta que com todas as letras. Bué chato, corroboro eu, isto das filas serem intermináveis. Mais interessante é o facto que explica a interminabilidade das filas: os jovens, asfixiados democraticamente pela exiguidade do espaço temporal que configurou as suas «férias» (entre 90 e 120 dias) não puderam - eles tentaram - dirigir-se ao guichês com a antecedência que a prudência recomendava. O «planeamento» é para dinamarqueses, pá (cota, chaval, como se diz agora?), trato disso no primeiro dia de aulas. O que o jovem não previu foi a existência de outros jovens que pensaram exactamente no mesmo. Aliás, essa é uma característica do jovem: achar que é um ser único e inestimável no universo. Eu sei, eu já fui um.

Uma estranhíssima acção de campanha

«António Costa organizou ontem uma estranhíssima acção de campanha. Numa corrida entre o Metro, uma bicicleta, um táxi e um carro de alta cilindrada ganhou a bicicleta, seguiu-se o Metro, depois o táxi e finalmente o carro de alta cilindrada. A velocidade dos dois primeiros não depende das políticas da câmara. A velocidade dos dois últimos depende. O que é que António Costa pretendia provar?»

João Miranda

Finalmente

Finalmente, o primeiro condenado do processo Casa Pia.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Is there a final twist?

Com 3-3 aos 96 minutos de jogo, depois de Bellamy ter bisado aos 90 (e vão ver o primeiro do Bellamy, pela vossa saúde), só havia um jogador em campo capaz de fazer isto:




Giggs (n.1973), obviamente, para quem o milionésimo jogo da carreira já não tem capacidade para meter nervos - basicamente ele anda a jogar no pátio da escola há anos.

Taking Woodstock

Ang Lee conseguiu a proeza de transformar Woodstock num longo bocejo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Bolaño

Eu também ando a ler Bolaño - não, não é o 2666 porque eu não sou do meio e não tive acesso ao pdf -, mais precisamente Estrela Distante, e, depois de ter lido também Os Detectives Selvagens, chego a uma conclusão que me parece bastante perspicaz: Bolaño é um page turner sem plot. Nos livros em que nos costuma acontecer o que nos acontece com os livros de Bolaño, pelo menos em Estrela Distante e Os Detectives Selvagens, porque eu, porque não sou do meio, não tive acesso ao pdf, isto é, subir por nós acima uma insaciável fome de páginas, acontecem geralmente coisas que levam a que outras coisas acontençam também que sugerem que mais coisas poderão vir a acontecer (não, não, se alguém me fala do Stieg Larsson puxo já da pistola), mas em Bolaño tudo o que acontece parece ser marginal a uma hipotética espinha dorsal do «enredo» que nós nunca chegamos a detectar. No fundo, Bolaño persegue aquilo que todos os romancistas perseguem, que é a suspensão da descrença do leitor, e fá-lo de um modo bastante contemporâneo, que eu descreveria deste modo: em Bolaño há um princípio, meio e fim similares aos princípios, meios e fins das nossas vidas, quase sempre sem grande explicação (eu tinha aqui uma frase rascunhada que falava na «ausência de uma coerência macro-narrativa» mas tive vergonha.)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um tipo chamar-se Lourenço é garantia de animação permanente

- Boa tarde, estou a ligar por causa de um anúncio de um apartamento.
- Sim senhor, estou a falar com?
- O meu nome é Lourenço Cordeiro.
- Com certeza. Esse apartamento fica na zona de (...).
- Ah, obrigado, essa é uma zona que não me interessa muito.
- E o senhor Luís anda à procura em que zonas?

Apesar de tudo, Luís é mais simpático do que os frequentes Leonardo e Leandro.

Miguel Esteves Cardoso

Levar a vida privada para a esfera pública - sobretudo quando ela é especialmente brutal - é um gesto que só pode merecer da nossa parte a maior das condenações. Esta é a regra geral que Miguel Esteves Cardoso anda a fintar com uma elegância que nos tem desarmado.

68 anos, licenciada em Economia

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Espanha

Sobre a palhaçada que foi o histerismo que se levantou sobre as declarações «xenófobas» de Manuela Ferreira Leite («estou aqui para defender os interesses de Portugal, não os de Espanha»), vale a pena ler o Fernando Martins.

Os primeiros dias do outono



The First Days of Spring, um título irónico para o segundo álbum dos Noah and the Whale que saiu no fim do Verão e carrega uma melancolia própria dos primeiros dias do Outono.

Só tenho pena que isto tenha sido feito ao Djokovic

Jan Rodrigues

Among the many things that most New Yorkers don't know about their home town is the arguable and underdocumented fact that the first New Yorker was a black latino named Jan Rodrigues. Born in Santo Domingo to a Portuguese father and an African mother, Rodrigues came to New York Harbor aboard a Dutch ship, the Jonge Tobias, in the summer of 1613 (...).

Useless Beauty, Nick Paumgarten, New Yorker Aug. 31, 2009

domingo, 13 de setembro de 2009

Evidentemente

Ana Gomes tem problemas com mulheres que só se candidatam a um lugar de cada vez.

A mesma Ana Gomes descreve o debate como uma «banhada total de Sócrates». Precisamente Ana: uma «banhada».

O debate

Sócrates, mais hábil, controlou o debate: foi introduzindo temas e gráficos e fotocópias sublinhadas como bem entendeu. Mas saiu-lhe o tiro pela culatra: todas as tentativas de confrontar Manuela Ferreira Leite com temas que lhe seriam desconfortáveis revelaram-se oportunidades para um belíssimo desempenho da líder do PSD para explicar o programa do seu partido. Aliás, o debate assemelhou-se a uma aula: Sócrates dizia que não percebia, Manuela explicava. Quando um debate com o primeiro-ministro se transforma no escrutínio do programa eleitoral do partido da oposição por escolha do primeiro-ministro, é sinal de que o primeiro-ministro não está à vontade com aquilo que foi a sua governação. Nas matérias de fundo, Manuela Ferreira Leite mostrou ter uma preparação intelectual sem pararelo em José Sócrates. Sócrates é um produto da política mediática que esconde a sua falta de formação académica e profissional com o talento para uma retória de embalar jornalistas (orgulhar-se de ter posto as contas públicas em dia com a subida de impostos é típico de quem não conseguiu - apesar dos esforços de Manuela Ferreira Leite - perceber a diferença entre «défice» e «endividamento».) Manuela Ferreira Leite não foge a nenhuma questão - e foi isto, paradoxalmente, segundo os «analistas», que a fez perder o debate: para os analistas, «ganhar» o debate significa conseguir manipular a conversa no sentido de a conduzir para os temas que são mais confortáveis. Como eleitor, eu agradeço a Manuela Ferreire Leite o facto de ela fazer exactamente o contrário e com isso tornar claro as suas opções políticas.

O debate de ontem foi esclarecedor. Se Manuela Ferreira Leite ganhar as eleições, teremos um governo que não manipulará a opinião pública e enfrentará todas as questões com sentido de responsabilidade; se José Sócrates ganhasse as eleições, continuaríamos a ter um governo autista e incompetente, que está à vontade com telepontos mas bastante desconfortável com as coisas sérias. Como Manuela Ferreira Leite explicou ontem (ela ela explicou muita coisa), não é o «optimismo» nem o «pessimismo» que criam postos de trabalho, é a crescimento económico. E a frase da noite foi, evidentemente, de Manuela Ferreira Leite: «a política não vem nos catálogos». Sócrates, que tem uma formação académica baseada na cábula e o pensamento político assente em slogans («eu quero modernizar»), não percebeu.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Precoce precoce, hein?

Carolina Patrocínio revela que «[p]ara as legislativas» votou «sempre PS», o que não deixa de ser extraordinário: as últimas eleições legislativas aconteceram a 20 de Fevereiro de 2005, um dia bem bonito para quem nasceu, por exemplo, a 27 de Maio de 1987.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Educa-se pois

«Taste is context, and the context has changed.»

Susan Sontag, Fascinating Fascism (na versão editada em Under The Sign of Saturn que, pelos vistos, não é bem esta aqui, não.)

Contra a parede

Se a metáfora da partida de ténis pode ser uma boa metáfora para ajudar a descrever o que se tem passado nos debates televisivos (embora não tenha ainda havido ninguém que tenha pegado nela, parece que já estou a ver tudo - «Louçã subiu muitas vezes à rede mas Manuela foi forte nos lobs», «Sócrates esteve muito bem no segundo set mas deitou tudo a perder com uma dupla falta» ou «Portas apostou num jogo conservador de fundo de court»), então os debates com Jerónimo de Sousa são sessões de treino contra a parede.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Não façam como eu

Se tiverem sido, como eu, avisados nas novas edições da Penguin das colecções de ensaios da Susan Sontag e forem à FNAC, como eu, à procura delas, vão perceber, como eu, que a FNAC organizou um rally paper muito especial para vocês: há volumes na secção de Literatura, há volumes na secção de Sociologia, e há volumes na secção de Filosofia, todos eles, sem excepção, mais caros do que na BookDepository, uma livraria sem secções arbitrárias. Há prémio para quem sugerir o critério mais criativo.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Uma reentré que está a ser de luxo

Sete Sombras, o regresso do Pedro Lomba.

Vão ter de me desculpar

Mas eu estou em campanha.

The Profiler

Acordei com José Miguel Júdice a explicar na Antena 1 porque tinha Manuela Ferreira Leite «perdido completamente» o debate com Francisco Louçã. Porquê, perguntou a jornalista que me pareceu ser aquela do spot publicitário contra as manifestações e que escreveu a biografia de Sócrates, porquê? Porque, como explicou candidamente José Miguel Júdice, José Miguel Júdice é advogado e «está habituado» a observar as reacções dos arguidos em tribunal e percebeu em Manuel Ferreira Leite «traços fisionómicos de desconforto». Depois de este desempenho paranormal, José Miguel Júdice completou explicando que Manuela Ferreira Leite «está velha» e que ele, José Miguel Júdice, não aguentaria «nem 15 dias» no lugar de primeiro-ministro, por falta de força física. Este é o erro das pessoas que se têm como medida para todas as coisas: são pessoas que se têm como medida para todas as coisas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

«a circunstância de pretender com isto o eurodeputado tapar»

O estilo de Mário Cláudio vence-me.

(Esta frase, por exemplo: «E se tiverem sido muito aplicados os discípulos, admite-se que hajam corrido às bibliotecas, a afanosamente consultar os manuais de história, com vista a verificar a recepção dos princípios de Maquiavel.» É K.O. técnico ao primeiro assalto.)

Então?

Então e o «Fim do Capitalismo», pá, como é?

O! say can you see by the dawn's early light

Ontem conheci um arquitecto («liberal») americano («liberal, liberal») do Bronx («liberal» ao quadrado, pelo amor de Deus) que trabalha para um dos maiores escritórios europeus da chamada arquitectura intelectual («liberal» a níveis ilegais) que, não fora o facto de ter achado o processo de voto por correspondência «muito complicado», teria votado McCain. Foi a coisa mais bonita que ouvi nos últimos meses.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um post doméstico

Fiquei acordado para ver a transmissão em directo do Celtic - Benfica. Mas não fiquei acordado para ver a transmissão em directo do Celtic - Benfica.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sou o anti-Lobo Antunes

Nunca comeces um post que não sabes como vai acabar.

Há coisas mais importantes

O PS diz que Manuela é «velha» e «conservadora» e que não gosta dos gays. Tudo bem. Para o PS, a prioridade nas próximas eleições legislativas é o casamento de pessoas do mesmo sexo, o divórcio na hora, a separação do lixo. Tudo bem. Não concordo com Manuela Ferreira Leite no que toca ao casamento de pessoas do mesmo sexo, ao divórcio na hora, nem à separação do lixo, mas nem por isso deixarei de votar nela: não é isso que está em causa. Olhem para os gráficos, olhem para a nossa dívida externa, olhem para a hipoteca astronómica que o PS se prepara para lançar sobre a vida dos nossos filhos e netos: eles estão loucos, ou são mentirosos - na política, a mentira ganha votos; por isso, eles mentem. Manuela Ferreira Leite já disse ao que vem: mostrar, de dentro, o país aos portugueses. Prepara-se para um enorme reality check. A juventude não gosta; a juventude quer é optimismo e jogar ao ataque (assim como o Setúbal jogou na Luz, com 3 defesas.) E o PS quer convencer-nos de que o país quer optimismo e histórias de princesas e, como se diz, «mundividências» modernas e tudo lá à frente. Depois de perdermos por 8-1 é que eu quero ver.

O meu candidato ideal seria alguém que olhasse para o país económico como Manuela o olha e que juntasse a isso uma «mundividência» semelhante à minha (que é o que todos queremos). Perante a inexistência desse candidato, a minha «mundividência» que se lixe.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bué fixe

O desempoeirado líder da Juventude Socialista, Duarte Cordeiro (no connection here), diz que Manuela Ferreira Leite lembra um «professora primária conservadora do antigamente». Di-lo, parece-me, em tom crítico, o que me espanta: «antigamente» (que Duarte Cordeiro usa como eufemismo para Estado Novo) os alunos acabavam a primária a saber os nomes dos rios e das linhas de caminho-de-ferro e das províncias portuguesas, não davam erros de português e sabiam fazer contas.

Adenda: O Filipe Nunes Vicente explica o «Portugal Moderno» que Sócrates e a Juventude têm na cabeça: «Importa é subsidiar o Ruben Micaelo para que leve à cena uma peça sobre a transmutação psico-corpórea da subjectividade narrativa da identidade de género nos espaços meta-urbanos. Isso é que é.»

Gapminder

O melhor site do mundo.

Isto está pior do que 29

Chegou a Lei Seca.