A Rititi postou esta imagem do elenco de Beverly Hills 90210 e, para além de me ter provocado uma taquicardia, lembrou-me de um post que ando para escrever há algum tempo e que versa sobre os «anos 90» vs. os «anos 80». O título que a Rititi escolheu para apresentar esta imagem é elucidativo: agora que os «anos 80» nos invadem a privacidade a toda a hora sem pedir licença, convém lembrar que não falta muito para que a geração que viveu as transformações hormonais nos «anos 90» chegue ao poder, ou seja, comece a colocar secretários de estado, programadores de rádio e cronistas de jornais. Sim, isto é uma ameaça, e como indica a imagem em epígrafe a coisa não vai ser bonita.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Be afraid
A Rititi postou esta imagem do elenco de Beverly Hills 90210 e, para além de me ter provocado uma taquicardia, lembrou-me de um post que ando para escrever há algum tempo e que versa sobre os «anos 90» vs. os «anos 80». O título que a Rititi escolheu para apresentar esta imagem é elucidativo: agora que os «anos 80» nos invadem a privacidade a toda a hora sem pedir licença, convém lembrar que não falta muito para que a geração que viveu as transformações hormonais nos «anos 90» chegue ao poder, ou seja, comece a colocar secretários de estado, programadores de rádio e cronistas de jornais. Sim, isto é uma ameaça, e como indica a imagem em epígrafe a coisa não vai ser bonita.
sábado, 19 de abril de 2008
Morte num funeral
Desde Kiss Kiss Bang Bang que um filme não exigia tanto da minha musculatura abdominal.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Manuela Ferreira Leite
Eu tenho um sonho. Manuela Ferreira Leite no PSD, António Pires de Lima no CDS. Então, a vergonha saía de mim e podem ter a certeza que pegava nas bandeiras.
(Manuela, querida, promete-me uma coisa: se não pegares no PSD, pega-me no Benfica, sff.)
(Manuela, querida, promete-me uma coisa: se não pegares no PSD, pega-me no Benfica, sff.)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
24 dias
Mas de facto quem tem razão e toda é o Pacheco Pereira: já não há paciência para a importância que se dá ao futebol em Portugal. Lá porque aconteceu uma meia-final da taça - da taça, quer dizer - não se fala de outra coisa na rádio. E os problemas do país? E aquela coisa do telemóvel, não é, quer dizer? E o Aguiar Branco? E a ponte Chelas-Barreiro? E a insolvência da segurança social? E o IVA, mas já ninguém fala do IVA? E o Santana que não quer boleias? E a EDP que não está preocupada com um eventual OPA? E a Zon? E o Meo? E o preço do leite meio-gordo Mimosa no Ponto Fresco? E o Parque Mayer? E os recibos verdes? E a Ana Jorge? E o Ramos Horta que está volta, pá? E o facto de já só faltarem 24 dias para o concerto dos The National? Mas não há ninguém com capacidade para se debruçar sobre as verdadeiras questões que interessam às pessoas?
Falta de comparência nas Antas
Ora eu queria deitar alguma água na fervura e sair em defesa do eloquente Chalana. É inegável que a equipa está a fazer progressos: depois de um empate a zero com o Boavista (equipa constituída por cidadãos sem ordenado), o Benfica soube reagir e arrancou uma derrota por 0-3 na luz frente à Académica, e ontem culminou de melhor forma a recuperação realizando uma brilhante exibição em Alvalade, conseguindo uma derrota pela diferença de apenas 2 golos. Se tivermos em conta que o Sporting é, apesar de tudo, melhor equipa do que a Académica, há razões para acreditarmos num futuro risonho para o Benfica sob o comando de Fernando 'está 2-1 meto o Binya, olha está 2-2 se calhar já não meto o Binya, 2-3 se calhar metia então o Cardozo, 3-3 é desta, meto mesmo o Cardozo' Chalana.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
O Costa
Um dos (um dos) problemas em chamar-me Lourenço é a falta de clareza que o nome carrega sobre se é nome ou apelido. Em determinadas companhias, não haverá dúvida de que é nome; noutras - e sobretudo nas relações profissionais - a dúvida nasce e acaba mesmo frequentemente por pender para o lado do apelido. Nada disto seria grave se não fosse a necessidade que temos, volta e meia, de nos apresentarmos. E quando eu digo que me chamo «Lourenço Cordeiro», isso pode por vezes ser equivalente a alguém que se apresenta como «Alves Ribeiro», ou «Pereira Fonseca», ou «Lopes da Silva», situação que não é, arredondemos, do meu agrado. E ainda há aquelas ocasiões em que a minha mulher se refere a mim perante terceiros como «o Lourenço», correndo o risco de fazer a figura da mulher que trata o marido por «Costa»: «o Costa vai passar por cá a buscar-me, obrigado à mesma pela boleia.» Sinto aqui alguma falta de charme e não lhe vejo solução à vista.
(Não estou a inventar nada: já fui por diversas vezes solicitado, após revelar a minha identificação onomástica, a indicar o meu «nome próprio.»)
(Não estou a inventar nada: já fui por diversas vezes solicitado, após revelar a minha identificação onomástica, a indicar o meu «nome próprio.»)
O mercado e Olavo Bilac
Parece que os Santos e Pecadores se preparam para oferecer o seu novo álbum na internet, numa iniciativa bonita que revela um espírito auto-crítico raro e salutar.
Sim, é ele
Não é todos os dias que se assiste a uma ressurreição. A estreia de Californication ontem na RTP2 foi isso mesmo. Até o mais incréu dos flagelados pelos X Files não conseguirá resistir à tentação de tocar em David Duchovny e perguntar «És mesmo tu?» É ele, é. E naquilo a que se já se pode apelidar como a mais feliz das decisões de programação televisiva da história da humanidade, Californication passa às segundas mesmo depois de Weeds. E ainda há quem compre TV Cabos e Meos e assim.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
O meu fim de semana futebolístico foi totalmente satisfeito (por razões que não importa agora referir) por este golo
Dedicado a este e àqueloutro senhores, que acharam por bem passar a semana passada a mal-dizer o Liverpool, omitindo conscientemente por certo que foi e é em Liverpool que nasceu e vive Steven Gerard, o melhor médio-centro da história do futebol depois de Mário Coluna.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
«Pelo menos na minha óptica»
(...) Esta última mística (a capa está aqui ao lado) também não foi execpção. Na capa, temos Rui Costa em grande, o que me desperta imediatamente o reflexo pavloviano benfiquista de «epá ganda revista! é a nossa revista maravilha! a nossa menina revista!» A minha namorada desenhou-lhe um bigode à hitler e tirou-me do estado hipnótico. Não achei piada. Se fosse eu ou um benfiquista a fazê-lo, tudo bem, mas ela é do sporting. Espetei-lhe uma estalada no focinho, com força. Ela não achou piada, ficámos quites, pelo menos na minha óptica. (...)
E pronto, o blogue do Lourenço Bray já está ali na coluna da direita, situação cujo atraso me faz vergar diante de vós em contrição.
E pronto, o blogue do Lourenço Bray já está ali na coluna da direita, situação cujo atraso me faz vergar diante de vós em contrição.
Depois de MEC, VPV
Tive um dia complicado e recuso-me a comprar jornais depois das 18:30, mas percebi que a crónica de hoje do Vasco Pulido Valente é a dizer mal do Menezes. Alguém? Obrigado.
(Estive a pensar nisto durante uns valentes segundos, e não consigo chegar a uma conclusão: MEC ou VPV? Qual deles o melhor? Ai, a vida é tão complicada. E João Pereira Coutinho, será uma espécie de filho bastardo de um cruzamento MEC - VPV? E qual deles o mais bonito? Não sei, não sei. E qual deles fará os 100 metros no menor tempo? Alguém que me resolva estas inquietações porque eu cheguei à conclusão que só tenho espaço para um busto cá em casa.)
(Estive a pensar nisto durante uns valentes segundos, e não consigo chegar a uma conclusão: MEC ou VPV? Qual deles o melhor? Ai, a vida é tão complicada. E João Pereira Coutinho, será uma espécie de filho bastardo de um cruzamento MEC - VPV? E qual deles o mais bonito? Não sei, não sei. E qual deles fará os 100 metros no menor tempo? Alguém que me resolva estas inquietações porque eu cheguei à conclusão que só tenho espaço para um busto cá em casa.)
E ainda não é a crónica «Intimidades»
(Começa a crónica brilhante, bla bla, e ao quinto parágrafo:)
A primeira verdade é que tudo é muito complicado. A época é de simplicidades - Gosto / Não Gosto. Arte /Comércio. Vende / Não Vende. Alto / Baixo - mas a verdade é complicada. Para simplificar, as pessoas organizam tudo verticalmente, com Arte em cima e o Comércio em baixo, o Poeta acima da Sopeira, o Arquitecto acima do Carpinteiro, o filme acima da caricatura, et caetera.
O pior é que a verdade é horizontal. O que interessa não é o que a pessoa faz, mas o resultado do que faz. Em última análise, o mundo não se divide em «Superior» e «Inferior», nem em «Qualidade» e «Quantidade», nem em «Arte» e «Comércio». Em última análise, divide-se em «Bom» e «Mau». Quero eu dizer que um bom arquitecto é mais parecido com um bom carpinteiro do que com um mau arquitecto.
(imaginem mais 6 parágrafos brilhantes)
Temos, por exemplo, de reconhecer que há coisas boas de que não gostamos. Eu não gosto dos filmes de Manoel de Oliveira depois da Benilde, mas sei ver que são bons filmes. Também não gosto dos filmes de António Macedo, mas sei que não são bons. Porquê? Tanto me apetece ver o novo Oliveira como o novo Macedo. Isto é, nada. Mas no caso de Oliveira, a culpa é minha. No caso de Macedo, a culpa é dele.
(e são mais 12 parágrafos disto, que eu copiei criteriosamente mas que o blogger não mos aceita por, alega, «superar o nível médio de qualidade esperada para este blogue». Mas vão por mim, é muito bom.)
Miguel Esteves Cardoso, «A Aventura da Modernidade», Último Volume, pags. 173-177
A primeira verdade é que tudo é muito complicado. A época é de simplicidades - Gosto / Não Gosto. Arte /Comércio. Vende / Não Vende. Alto / Baixo - mas a verdade é complicada. Para simplificar, as pessoas organizam tudo verticalmente, com Arte em cima e o Comércio em baixo, o Poeta acima da Sopeira, o Arquitecto acima do Carpinteiro, o filme acima da caricatura, et caetera.
O pior é que a verdade é horizontal. O que interessa não é o que a pessoa faz, mas o resultado do que faz. Em última análise, o mundo não se divide em «Superior» e «Inferior», nem em «Qualidade» e «Quantidade», nem em «Arte» e «Comércio». Em última análise, divide-se em «Bom» e «Mau». Quero eu dizer que um bom arquitecto é mais parecido com um bom carpinteiro do que com um mau arquitecto.
(imaginem mais 6 parágrafos brilhantes)
Temos, por exemplo, de reconhecer que há coisas boas de que não gostamos. Eu não gosto dos filmes de Manoel de Oliveira depois da Benilde, mas sei ver que são bons filmes. Também não gosto dos filmes de António Macedo, mas sei que não são bons. Porquê? Tanto me apetece ver o novo Oliveira como o novo Macedo. Isto é, nada. Mas no caso de Oliveira, a culpa é minha. No caso de Macedo, a culpa é dele.
(e são mais 12 parágrafos disto, que eu copiei criteriosamente mas que o blogger não mos aceita por, alega, «superar o nível médio de qualidade esperada para este blogue». Mas vão por mim, é muito bom.)
Miguel Esteves Cardoso, «A Aventura da Modernidade», Último Volume, pags. 173-177
Subscrever:
Mensagens (Atom)
