quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

All you have to do is open your fly



And what good is that? It all goes back to those German existentialists who tell you how good dread is for you, how it saves you from distraction and gives you your freedom and makes you authentic. God is no more. But Death is. That's their story. And we live in a hedonistic world in which happiness is set up on a mechanical model. All you have to do is open your fly and grasp happiness. And so these other theorists introduce the tension of guilt and dread as a corrective. But human life is far subtler than any of its models, even these ingenious. Do we need to study theories of fear and and anguish?

Herzog, Saul Bellow

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A minha tensão arterial já começou a subir

Maradona vai estar presente no Benfica-Olhanense. Tudo isto é um sobressalto semântico.

Your ideas

It's not my fault that you refuse to understand the system other people live by. Your ideas get in the way.

Herzog, Saul Bellow (um livro difícil de citar, depois explico)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pedro Barbosa

Podem vir com as estatísticas e os palmarés e os replays e os carros: há qualquer coisa que Cristiano Ronaldo não tem. Que Zidane, Ronaldinho ou Messi têm. Que até Pedro Barbosa tinha. Não sei se me explico.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Tacto

Apesar da banda sonora fortíssima - tão forte que chega a ser personagem - e dos planos impecavelmente enquadrados - que transformam tudo numa experiência estética -, acaba por ser o tacto o sentido mais estimulado em There Will Be Blood, através da omnipresença do perigo físico da primeira à última cena (literalmente). Esta é uma das grandes conquistas do filme.

P. T. Anderson tem 38 anos; é imaginar o que acontecerá se filmar até à idade de Clint.

Simpsonized

simpsonized Frank Lloyd Wright (obrigado João).

Nadira

De Naipaul diz-se que odeia a humanidade inteira. Da prestação de Nadira, sua mulher, na entrevista que Carlos Vaz Marques tentou fazer ao escritor na LER de Janeiro aprendemos que o ódio de Naipaul pode ser apenas um fenómeno de extrapolação. E uma súbita compreensão sobe por nós acima.

Ainda vou a tempo?



Completamente o filme de 2008 (apesar da legendagem da edição em DVD do Blockbuster ameaçar estragar tudo na última cena para quem não estiver atento, enfim, é um duplo significado, talvez, impossível de traduzir, concedo.)

Isto dantes não acontecia

O Porto agarrar o primeiro lugar para o perder uma semana depois num empate a zero com o último. Dantes não acontecia.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Freitas e Agustina

No dossier Agustina Bessa-Luís da LER de Janeiro contam-se alguns depoimentos de personalidades que mantiveram uma relação com a escritora. Entre eles, Diogo Freitas do Amaral, que na sua campanha presidencial de 1986 contou com Agustina Bessa-Luís como mandatária. Freitas cita «de memória» a conversa onde Agustina aceitou o convite. Em sua casa, no Porto, Agustina serviu «chá e scones» e declarou que aquela era uma eleição «muito importante» para o país, para a sua consolidação democrática, e que os portugueses tinham «muita sorte» por estarem em disputa «os dois melhores candidatos que, neste momento, a esquerda e o centro-direita têm para apresentar». Não sabemos se a conversa decorreu deste modo, mas sabemos que, devido ao estado de saúde de Agustina Bessa-Luís, vamos ter de aceitar esta versão. É pena, porque isto não cheira bem. Este diálogo parece encaixar com demasiada suavidade na revisão história que Freitas tem vindo a fazer à sua biografia - sobretudo na preciosidade linguística que é a «esquerda» e o «centro-direita». Não tenho dúvidas que o Freitas de 2008, colocado em 1986 para decidir entre ele próprio e Mário Soares, escolheria Soares. Mas é no mínimo deselegante arrastar indefesos para a lama.

David Adjaye e o Africa.cont

O Africa.cont já tem projecto de arquitectura. O que é o Africa.cont? O Alexandre Pomar explica melhor do que eu. Interessa-me agora o facto de o projecto de arquitectura ter sido entregue sem concurso público a David Adjaye. Quem é David Adjaye? É um arquitecto inglês de origem ganesa (e não tanzaniana, como diz o Ípsilon, onde só por circunstância calhou nascer), um nome emergente na cena internacional. Por «sugestão» de José António Fernandes Dias, o «responsável» pela coisa, Adjaye recebeu e aceitou o convite do governo português e Lisboa perdeu assim mais uma oportunidade de ser palco de um concurso internacional. A ilegalidade do gesto é apenas virtual: a escolha de Adjaye insere-se no regime de excepção sob o pretexto de não haver mais ninguém com o perfil desejado. E, em Portugal, não há. Mesmo internacionalmente seria difícil encontrar um arquitecto vanguardista, contemporâneo, de provas dadas, e, claro, preto. As coisas são o que são, e José António Fernandes Dias quis um preto, o estado deu-lhe um preto. Escusado será dizer que a arquitectura de David Ajaye está nos antípodas (e isto não é apenas uma figura de estilo) daquilo que possamos entender como «arte africana». É uma arquitectura muito mais devedora da contenção expressiva de David Chipperfield ou Souto Moura, com quem trabalhou. David Adjaye apenas calhou estar no sítio certo, há hora certa, e ter a tez certa. Ainda que não tenha sido possível a sua presença na apresentação do projecto, no passado dia 9 de Dezembro.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Em Trofa

É sinal de fraqueza moral aparecer nas vitórias e ficar calado nas derrotas, mas espero que este disclaimer inicial resolva essa questão e crie as condições necessárias à existência e sobrevivência deste post. Também é verdade que eu não acredito naquela velha máxima que postula que «happiness writes white» (Clive James diz que ela é atribuída muitas vezes a esse «aforista prolífico» que dá pelo nome de Anónimo, mas não sei) e por isso acreditem que a infelicidade não é um catalisador para mim. Depois das derrotas estou apenas derrotado, e isso não é bom para ninguém. Mas a verdade é a verdade, e a verdade é que estive calado a seguir ao jogo «em Trofa» (C. Martins, SIC, flash-interview 07.01.2008) e cá estou depois da vitória de ontem em Guimarães para dizer o seguinte: renovem o contrato, com duplicação de ordenado, ao Katsouranis. De resto, a exibição de ontem foi apenas um pouco menos lamentável do que a anterior e os erros estão à vista de todos: não é saudável percebermos que o Balboa entrou em campo com intenções de pensar o jogo e que seja evidente que o Aimar sofre de performance anxiety. Um psicólogo para o balneário, já. Mas há mais: o facto de o Maxi Pereira estar convencido de que é um bom lateral direito não tem contribuído para a minha felicidade.

E cada vez que me lembro que o Katsouranis veio pela mão do Fernando Santos, não sei.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Stael

Porque, no fundo, tu tens os barcos



como eu estava a dizer



e pessoas ao pé do mar



a ver as gaivotas, que tu gostas



e jogadores de futebol



que é para não falar nas paisagens





tudo temas que te são caros.

pretty crazy

orchestral arrangement.