quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Concordo com Vital Moreira
(...) O facto de os primeiros grandes nomes de apoiantes anunciados serem o empresário Belmiro de Azevedo, no caso de Cavaco Silva, e os cientistas Manuel Damásio e Sobrinho Simões, no caso de Mário Saores, não poderia ser mais expressivo dessa substancial diferença de perfil, e da própria imagem que os candidatos querem transmitir.
Avança manel! Dá kabo do soares e do kavaco! Estamos ctg
Manuel Alegre, na sua declaração de hoje, disse ter recebido muitos apoios por carta, telefonemas, e sms. Isso mesmo, sms.
Salgado em Chelas com o CDS
Manuel Salgado acompanhou hoje Maria José Nogueira Pinto numa visita a Chelas. Ambos apressaram-se a deixar claro que não se tratou de um «apoio político» mas apenas de um convite feito pela candidata do CDS a um especialista de urbanismo. Manuel Salgado foi mesmo mais longe ao dizer que está (ou «estaria») disponível para fazer visitas do mesmo género com «qualquer candidato». Estas declarações só se compreendem se se partir do princípio que Manuel Salgado tem uma ingenuidade política que lhe é difícil de reconhecer. Depois do episódio Carrilho, e sendo Manuel Salgado uma figura muito pública, uma aparição junto de um candidato terá sempre uma leitura política. A visita nada teve de inocente. Maria José Nogueira Pinto colhe dividendos duplos: por um lado vê o seu nome associado a um «especialista» conceituado no que diz respeito ao urbanismo de Lisboa; por outro ganha também pontos ao trazer para junto de si (ainda que apenas pontualmente) um nome pesado que já esteve envolvido numa candidatura do PS. O que ganha Manuel Salgado no meio disto tudo, já que a ingenuidade não é uma fatiota que lhe assenta bem? Leio este «passeio» por Chelas como mais uma oportunidade para se mostrar aos eleitores Lisboetas, mais um risco no seu esboço como possível candidato à autarquia no futuro. Wishful thinking?
terça-feira, 30 de agosto de 2005
Girl-friend
Em relação à amizade entre homens e mulheres claro que tudo seria muito mais trágico se a situação fosse a inversa, ou seja, todos acabássemos por ficar amigos das mulheres por quem nos sentimos atraídos.
Para não dizerem que ando só a ler o Krier
Jorge Figueira reuniu em livro os seus textos dos últimos anos. O livro chama-se AGORA QUE TUDO ESTÁ A MUDAR. Custa 10.40€ na FNAC. Não digam que não avisei.
Too sexy for my shirt
When Harry Met Sally. Tema: a amizade (impossível) entre um homem e uma mulher atraente. Todos parecem chegar a um consenso inesperado. Sim, é impossível. Tal como uma única mulher num círculo de amigos, uso como exemplo. «Sim», diz um comensal, «a dada altura um deles terá sempre um fraquinho por ela». «Não um», arrisco corrigir, «todos».
QE
Será o Homem um ser «racional»? Acho que não. Não puramente racional, pelo menos. É por aqui que me consigo distanciar dos assustadores modelos económicos de entendimento do comportamento humano. Realmente, se o ser humano utilizasse uma base estruturada e racional para tomar decisões, a análise económica (causa-efeito, custo-benefício, rendimento, rentabilização, optimização, etc) seria inatacável. Mas sempre que oiço alguém do campo a discursar, percebo que o «homem» é reduzido a uma particula racional, uma peça com um comportamento entendível. Felizmente todos temos as nossas obsessões, manias, preconceitos, caprichos. Felizmente somos todos muito irracionais. Só para dar uma corzinha à coisa.
Non rational
Defendo os direitos dos homossexuais (na base da liberdade de comportamentos entre dois adultos) em jantar de amigos. Os argumentos são os de sempre. E, como sempre, não é preciso muito para que saia a primeira piada sobre a orientação sexual de quem prega. Apenas mais um exemplo de como, em qualquer assunto, o «nós» e o «eles» é muito mais importante do que o assunto propriamente dito. Tudo é uma competição, uma barricada, uma luta. Os pontos vão-se amealhando. Será uma questão de honra.
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Freddy vs. Jason 4
Krier, on the other hand, seems to promise everything that Eisenman lacks: a coherent urbanistic idea, a theory about the relationship between architecture and the city, and a practice that embraces architecture's ameliorative agency. Where Eisenman teases out discontinuity and memorializes loss, Krier wants to intervene as a planner and an architect to repair the wounds and make the body of the city whole again.
Stan Allen, «Figures, Fields, Fragmens», Eisenman Krier / Two Ideologies
Stan Allen, «Figures, Fields, Fragmens», Eisenman Krier / Two Ideologies
domingo, 28 de agosto de 2005
Call agent Mulder
Ainda estou espantado por, ontem, em jogo perigoso, ter conseguido mimicar «Charlie Brown».
Eu sabia que isto estava escrito em qualquer lado
Vencido do catolicismo, sem plural
que me conforte ou confronte,
sem o ombro gratuito, conveniente,
de uma geração que me console.
Vencido eu porque ele primeiro,
caduco para séculos sem tragédia
ou sem a dolorosa comédia
da sua teoria que nos rasga
por inteiro, débil, negociado,
luz lúdica de lâmpada de solário,
em trânsito para saberes provisórios
da mágoa o magma nomeado.
Vencido e convicto de vencido,
sem voto, mas no temor e tremor
compulsório perante este velho
móvel dos avós, o oratório.
Pedro Mexia, «Vencido do Catolicismo», Vida Oculta (2004)
que me conforte ou confronte,
sem o ombro gratuito, conveniente,
de uma geração que me console.
Vencido eu porque ele primeiro,
caduco para séculos sem tragédia
ou sem a dolorosa comédia
da sua teoria que nos rasga
por inteiro, débil, negociado,
luz lúdica de lâmpada de solário,
em trânsito para saberes provisórios
da mágoa o magma nomeado.
Vencido e convicto de vencido,
sem voto, mas no temor e tremor
compulsório perante este velho
móvel dos avós, o oratório.
Pedro Mexia, «Vencido do Catolicismo», Vida Oculta (2004)
Coisas para gostar em França (mantra)
O queijo. Sophie Marceau. O croissant. Paris. O vinho (se bem que o nosso não seja nada mau, passava muito bem sem o vinho francês, mas vá lá). Sophie Marceau. O Tour. As esplanadas. A invenção da FNAC. Jean Nouvel, Dominique Perrault e o atelier do Renzo Piano (se bem que podia ser deslocalizado para qualquer outro sítio, risquem este último então). Ok, ok, o impressionismo e o pós-impressionismo na Paris de novecentos. Zinedine Zidane. Sophie Marceau. A língua. Nãa, estava a gozar. É tudo.
Olhós ali na estante
Acabaram o Fora do Mundo e o Aviz. Mas hoje saí da FNAC com o Longe de Manaus e o Vida Oculta debaixo do braço. You can run but you can´t hide.
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