sábado, 30 de agosto de 2008
Rua Augusta
À atenção dos olheiros: por volta das 11:30 da manhã de hoje, na rua Augusta, estava um anjo loiro de olhos azuis a fazer coisas angelicais com um violino. Duvido que ela fale português, mas estou certo que se conseguirá estabelecer algum tipo de comunicação.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Obama
O tema de capa desta semana da Economist (Obama) gera três artigos que convém ler: «Leaders», a reportagem biográfica, e uma nota sobre o primeiro debate entre Obama e McCain. Depois de ontem ter assistido a um jornalista da Fox News, que cobria a convenção, descrever o anúncio oficial da nomeação do Barack (parece que agora é assim que toda a gente lhe chama) como «algo de especial» (não sei se já disse que isto foi na Fox), ler hoje a Economist consumou a minha sensação de que o mundo está de pernas para o ar. A Economist diz que McCain ganhou o debate (facilmente), explica o porquê da vantagem de McCain nas sondagens e traça um passado político nada, mesmo nada, abonatório para Obama. Parece que este é o destino do bom Barack: afundar-se nas desilusões dos seus próprios apoiantes, agora que eles estão a acordar do estado de dormência em que se deixaram cair e a avaliar seriamente as suas capacidades. O mundo, excepto os tipos da Fox (da Fox!), sente-se «traído» pelo super-homem e não está a gostar. De resto, o melhor discurso da convenção até agora foi de Michelle Obama, que assim se tornou na primeira mulher afro-americana seriamente candidata ao lugar de Hillary Clinton.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
insolently charismatic, upper middle-class Englishman
Plano: copiar isto para o word, reduzir para letra pequenina por causa da pegada ecológica, imprimir e ler a caminho de casa.
Adenda: Trebuchet MS, tamanho 10: 10 páginas (parágrafo simples). Entre o planeta e os teus olhos, escolhe os teus olhos.
Adenda 2: À atenção de Heloísa Apolónia: mandei imprimir em «fast draft».
Adenda: Trebuchet MS, tamanho 10: 10 páginas (parágrafo simples). Entre o planeta e os teus olhos, escolhe os teus olhos.
Adenda 2: À atenção de Heloísa Apolónia: mandei imprimir em «fast draft».
Lucy in the sky with diamonds
Entretanto, para provar a pertinência das políticas de Jean-Claude Trichet, a transparência do sistema económico russo, e a incompetência dos dirigentes do Bétis, Nélson foi transferido para Sevilha por 5,5 milhões de euros e o Zenit abdicou de 30 milhões de euros por Danny.
Horror musical
Diziam que Sweeney Todd era um filme obrigatório. Eu, obrigado, lá fui. Agora penitencio-me por ter sido tão incauto. Estava lá escrito com todas as letras, o infame pleonasmo: «a horror musical». O pior Tim Burton de que tenho memória, 116 minutos de lenta agonia e desinspiradíssima criatividade, péssima composição de personagens, péssima banda sonora (then again, é um musical, não se deve esperar muito de musicais), péssima fotografia (oooh, aaah, tudo negro e cinzento a contrastar com o vermelho vivo do sangue), péssimo tudo, caraças. Só se salvam os breves minutos do Ali G, uma pequeníssima lufada de ar fresco no bafio reinante. Uma trampa pegada.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
O Chiado
Siza Vieira, ao Público de hoje, citado pelo Eduardo Pitta:
«Os preços do Chiado são um entrave tremendo. [...] As rendas são caríssimas. Não se encontrou um meio jurídico de as controlar. [...] Algumas casas são habitadas permanentemente. Outras pertencem a pessoas de fora de Lisboa, que as deixam vazias grande parte do tempo. O administrador de um banco pagou um milhão de euros por um apartamento num último andar na Rua Garrett. É dos poucos habitantes que não se queixam da falta de estacionamento, porque o edifício tem parque. Mas se quiser um produto de primeira necessidade, terá que descer à Baixa ou subir a Santa Catarina.»
Nota:
- Os «meios jurídicos de controlo das rendas» foi o que nos trouxe até a este estado de degradação generalizado, e que potenciou o incêndio do Chiado. Ser comunista não pode ser desculpa para não se aprender com os erros.
- O «apartamento de um milhão de euros» foi desenhado por Siza Vieira.
- O Chiado é talvez a área mais bonita de Lisboa. Por isso, é a mais procurada. Por isso, é a mais cara. Por isso, é comprada por «administradores de bancos». E é assim que deve ser. Um dia, se eu chegar a administrador de um banco, também vou comprar o apartamento que quiser.
«Os preços do Chiado são um entrave tremendo. [...] As rendas são caríssimas. Não se encontrou um meio jurídico de as controlar. [...] Algumas casas são habitadas permanentemente. Outras pertencem a pessoas de fora de Lisboa, que as deixam vazias grande parte do tempo. O administrador de um banco pagou um milhão de euros por um apartamento num último andar na Rua Garrett. É dos poucos habitantes que não se queixam da falta de estacionamento, porque o edifício tem parque. Mas se quiser um produto de primeira necessidade, terá que descer à Baixa ou subir a Santa Catarina.»
Nota:
- Os «meios jurídicos de controlo das rendas» foi o que nos trouxe até a este estado de degradação generalizado, e que potenciou o incêndio do Chiado. Ser comunista não pode ser desculpa para não se aprender com os erros.
- O «apartamento de um milhão de euros» foi desenhado por Siza Vieira.
- O Chiado é talvez a área mais bonita de Lisboa. Por isso, é a mais procurada. Por isso, é a mais cara. Por isso, é comprada por «administradores de bancos». E é assim que deve ser. Um dia, se eu chegar a administrador de um banco, também vou comprar o apartamento que quiser.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Claro
A China baniu um álbum do iTunes chinês porque alguns atletas olímpicos o descarregaram. Ai, a liberdade de expressão. Mas depois vai-se a ver e aquilo é o Sting e a Alanis Morissette a cantar pela «paz no Tibete», «direitos humanos» e «liberdade religiosa». Pela primeira vez estou de acordo com Pequim.
Lançamento de crónica
(...) Não gosto de uivar com os lobos e fui cúmplice. Eu, que se fizesse 18,05 m em lançamento de crónica (a minha especialidade), então Roberto Pompeu de Toledo, cronista brasileiro da Veja, lançaria a 180,5m. Eu, perante esse meu fiasco, seria capaz de uma frase irónica. E, apesar disso, não deixaria de ser o profissional sério que sou. E Fortes?
Ferreira Fernandes
Ferreira Fernandes
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