terça-feira, 31 de março de 2009

A ver se é desta

O Miguel Esteves Cardoso e o João Pereira Coutinho foram anunciados como os novos trunfos do Geração de 60, um blogue que luta desde a sua inauguração para ultrapassar a média de visitas diárias do Complexidade e Contradição, uma tarefa que se tem vindo a revelar surpreendentemente difícil. Estas duas contratações mostram que a rapaziada está empenhada. A ver se é desta.

The Pope Versus the Vatican

The Pope Versus the Vatican, na Standpoint.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Dambisa Moyo

E eu aplaudo sempre

Sempre que leio «Mourinho Honoris casusa pela FMH» não consigo evitar ler «Mourinho Honoris causa pela FHM»: ora aí está uma distinção a que ninguém se oporia.

Não via uma coisa assim desde o Sousa Lara

Extra Extra: T. S. Eliot veta publicação de Animal Farm.

sexta-feira, 27 de março de 2009

O "i" ausente

Não restam muitas dúvidas de que a palavra «beneficência» é, ortograficamente, a mais esquiva de todo o dicionário português.

Magia

«Katsouranis vive o melhor ano da sua carreira», anuncia estóica e patrioticamente O Jogo, numa corajosa terraplanagem da memória colectiva daquele incidente de 2004.

«I was really into the myths an'all»*



A beleza física não é um dos atributos centrais em The Wire, nem sequer laterais. O proclamado realismo da série também se manifesta no baixo valor do desvio-padrão da amostra estética do elenco: nem aos heróis é permitido um desempenho extraordinário. Há, claro, outras grelhas de avaliação que nos obrigam a registar um comportamento bolsista bem mais positivo: é raro o preto em The Wire que nos deixa ficar mal no campeonato do carisma (Stringer Bell, Cedric Daniels, ou mesmo a voz de Lester Freamon), mas é sempre evidente que a verosimilhança estética foi uma das preocupações de David Simon. Tirando, claro, este preto, que a minha mulher acha «um deus grego».

* Omar Little, episódio 6 da segunda temporada.

quinta-feira, 26 de março de 2009

risk compensation

«(...) “There is,” Green adds, “a consistent association shown by our best studies, including the U.S.-funded ‘Demographic Health Surveys,’ between greater availability and use of condoms and higher (not lower) HIV-infection rates. This may be due in part to a phenomenon known as risk compensation, meaning that when one uses a risk-reduction ‘technology’ such as condoms, one often loses the benefit (reduction in risk) by ‘compensating’ or taking greater chances than one would take without the risk-reduction technology.” (...)»

(Via o Cachimbo de Magritte)

O mundo é complicado, pá, o mundo é complicado e não se mostra todo à janela da urbe «ocidental.»

Entrada a pé juntos

«Depois de ouvir o presidente da república há umas semanas e o bastonário da ordem dos advogados hoje sobre a maneira como neste país se fazem leis, que concluir? Talvez isto: os noticiários levam muitos portugueses a dar opiniões por escrito, mas uns fazem-no em jornais ou em blogues, e àquilo que escrevem chama-se crónicas ou posts, e outros fazem-no no Diário da República, e àquilo que escrevem chama-se leis e regulamentos. Aparentemente, os autores das crónicas e dos posts são mais rigorosos, consistentes e claros.»

Rui Ramos, na blogosfera

quarta-feira, 25 de março de 2009

terça-feira, 24 de março de 2009

“This is the last straw!”

Tails of Manhattan, por Woody Allen.

Até se lhe perdoa as duas semanas de atraso

A primeira New Yorker já chegou cá a casa e traz um artigo sobre Tony Gilroy que começa com uma descrição prolongada do modo como Julia Roberts olha «ambiguamente» para trás numa rua de Roma; cinco parágrafos a descrever o modo como Julia Roberts sorri e roda a cabeça: isto, para mim, é jornalismo. Mais à frente na mesma peça conta-se que Spielberg terá tido interesse em filmar o guião de Duplicity - Tom Hanks já estava a postos para interpretar o papel que viria a ser de Clive Owen - até ao momento em que concluiu que não percebia a história, isto depois de uma «table reading (...) to clarify who did what to whom.»