quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sondagens

Sempre que há uma sondagem é a mesma história: quem aparece cá para baixo lança acusações sobre resultados pré-determinados e «números fantasiosos». Pois é: mas as sondagens não são feitas por políticos, são feitas por empresas privadas que dependem da qualidade do seu trabalho para continuar a receber encomendas. Salvo raras excepções sistémicas (das quais a percentagem atribuída ao CDS é um bom exemplo) as sondagens costumam acertar. Já é tempo dos candidatos passarem a ser uns homenzinhos e deixarem-se de acusações graves para as quais, obviamente, não têm qualquer tipo de prova: o porta voz do PCP, por exemplo, apressou-se a dizer que estas sondagens são «tentativas de condicionar vontades», ou coisa que o valha. Ai são? Quais «vontades», pá, quais? Que vontade é essa que o país real aparentemente tem de se transformar num estado comunista, pá? Hã, pá?