quinta-feira, 12 de abril de 2007

Um filme político

Il Caimano é mesmo um filme de esquerda: a miúda gira é lésbica.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Se provado que assim foi

Obviamente que o caso da licenciatura de Sócrates é gravíssimo. E obviamente o Público, em total isolamento de outros media, fez (no seguimento de um blog, que não li) um excelente trabalho. José Manuel Fernandes está de parabéns. Ter de explicar porque é que é assim é ter de explicar o alfabeto elementar da democracia, entre outras coisas a distinção entre o público e o privado. A infidelidade conjugal, por exemplo, é uma matéria privada. A obtenção de uma licenciatura não. A presunção que ela foi obtida por favor político e em desprezo de todas as formalidades, é, tratando-se do Primeiro-Ministro, matéria que deve ser investigada até ao mais ínfimo detalhe. E, se provado que assim foi, conduzir directamente à demissão de José Sócrates. Porque, se provado que assim foi, não resta uma molécula de autoridade ao Primeiro-Ministro. Tão simples quanto isso. Simplex.

Paulo Tunhas, no blogue da Atlântico

Trade-off

Casados com separação de bens mas em comunhão de bibliotecas.

Miúdas giras

Há dias, um amigo, que não é frequentador de transportes públicos, apareceu visivelmente transtornado depois de uma viagem de metro. Segundo ele, naquele dia «o metro estava cheio de miúdas giras». Respondi-lhe dizendo que vejo miúdas giras no metro todos os dias, opinião que ele desprezou por achar manifestamente impossível. Na sua cabeça, tinha assistido a um milagre, um alinhamento cósmico favorável, um evento com a raridade de um Haley. E isso estava claramente a perturbá-lo. Na ordem natural das coisas, presumo, não é suposto haver miúdas giras nos transportes públicos. Na praia (o meu amigo é surfista), nos habituais roteiros nocturnos, no cinema (o meu amigo tem uma paixão verdadeira pela Amanda Peet). Não no metro. A simples presença de algumas miúdas giras na carruagem naquele dia tirou-o de órbita. Acho que nesse dia assisti a uma Mudança de Paradigma. Assim mesmo, com maiúscula.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Constatação

Sou um técnico. Nem sequer especializado.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

A propósito de títulos

profissionais: poderei apresentar-me como «arquitecto» sabendo que não possuo nenhuma camisa preta?

domingo, 8 de abril de 2007

Our man in Plymouth



O Rodrigo Vasconcelos é um fotógrafo de talento. Esta minha frase é desnecessária para quem conhece o seu trabalho. Digo-o por puro interesse materialista: a primeira venda do Rodrigo está na nossa sala, com dedicatória de quem no-la ofereceu, orgulhosamente exposta. Uma preciosidade, um bem, um investimento de alto rendimento que um dia valerá a nossa reforma. Isto a propósito da nova galeria do site do Rodrigo ("Soup"), a primeira que revela a cor. Fica o convite.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

É claro que há questões

É claro que há questões que têm de ser postas em relação ao cartaz. Quem é que o pagou? Foi a RTP? Ou foram os quatro? Ou um terceiro, anónimo? Parece-me inviável ter sido a RTP a fazê-lo, seria institucionalmente inaceitável. Uma coisa é produzir programas de televisão de humor (sem censuras), outra é passar directamente à rua. Deixa lá isso, é o PNR, todos pensarão. Mas precisamente por ser o PNR é que devemos questionar. Porque, para o bem e para o mal, pronto, mais para o mal, a RTP é do Estado, e o seu orçamento serve para fazer televisão. Mesmo sendo o PNR (que, lembremos, é um partido político tão legal como qualquer outro) temos de concordar que aquele cartaz não é só humor, é também uma expressão política. Digo isto por ser o PNR, por não correr o risco de estar ofendido com qualquer coisa que me é próxima, que me mova especialmente. Não quero estragar a festa a ninguém, sobretudo àqueles que trabalham com vista para o Marquês e de quem tenho inveja. Mas isto já não é apenas um sketch sobre o Marcelo. E não pode ter sido a RTP a pagar o cartaz. É só isso.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

O Cartaz



Acabámos de passar pelo Marquês de Pombal e, como passámos depressa, só deu para perceber umas frases do cartaz, nada de caras. Perguntei à Mariana quem é que teria posto ali aquele cartaz, já que ela trabalha perto, mas não me soube responder. Não pensei mais nisso até chegar ao Arrastão. Bem hajam os quatro.

Casei-me para poder dizer isto (2)

- Ontem a D. disse-me que ia borrifar para as dietas, que não ia deixar de comer o que lhe apetecia só por causa da linha.
- Admiro os solteiros que dizem isso.

Casei-me para poder dizer isto (1)

Não tenho a tua vida, pá.

«Não me tragam blogues»

terça-feira, 3 de abril de 2007

Que nem Daniel Craig

Desde que vi Casino Royale fiquei todo empolgado pra fazer exercício porque queria ficar que nem Daniel Craig saindo do mar, só que com a cara menos amassada.

Alexandre Soares Silva

Empatia

Bento XVI terá proferido declarações (contaram-me) onde mostrava distanciamento relativamente ao fenómeno «Fátima», esfriando os ânimos daqueles que lutam pela beatificação da irmã Lúcia. O teor dessas declarações terá sido o de um intelectual que encara um fenómeno «popular», menorizando a real importância teológica das aparições, às quais apelidou de «privadas». Estamos cá para isto: para bater quando não gostamos, e para aplaudir quando gostamos. Desta, gostei.

domingo, 1 de abril de 2007

São 611,25 indispensáveis quilojoules



E 17% da dose diária recomendada de cálcio. Ou seja, 6 destes e estamos arrumados de cálcio para o resto do dia. É um bom pretexto.